- GameStop cogita vender bitcoins para fusão bilionária
- CEO da GameStop considera nova aposta fora das criptomoedas
- GameStop mira gigante subvalorizada do setor de consumo
A GameStop está no centro das atenções após sinalizar uma possível venda de suas participações em Bitcoin (BTC), atualmente cotado a US$ 78.668,36, como parte de uma movimentação estratégica rumo ao setor de bens de consumo.
Durante entrevista à CNBC, o CEO Ryan Cohen revelou planos para uma aquisição ousada envolvendo uma empresa de capital aberto, considerada “muito, muito, muito grande”, com potencial de elevar o valor de mercado da GameStop para centenas de bilhões de dólares. “É transformador”, declarou Cohen, destacando que a operação poderá impactar os mercados de capitais como um todo.
Desde o anúncio, as ações da GME subiram mais de 8% na segunda-feira, acumulando valorização de 25% no ano. A movimentação reverte perdas sofridas após a revelação, no fim de maio, da compra de 4.710 bitcoins pela empresa, totalizando US$ 428 milhões à época.
O executivo não revelou qual empresa está na mira, mas mencionou estar buscando uma organização com ações subvalorizadas, bons fundamentos e uma “equipe de gestão tranquila”. O plano é aplicar a estrutura de capital, governança e eficiência operacional da GameStop para potencializar o negócio adquirido.
A possível liquidação dos bitcoins levanta dúvidas entre investidores do setor de criptomoedas. Cohen evitou confirmar se os criptoativos seriam vendidos para financiar a aquisição, afirmando apenas: “Não estou preparado para dizer”. No entanto, ressaltou que a nova estratégia é “muito mais atraente do que o bitcoin”.
A mudança de direção estratégica pode representar o fim da curta incursão da GameStop no universo das criptomoedas. Para o mercado, o movimento é interpretado como uma guinada ousada, mirando rentabilidade mais tradicional e escala em um setor mais consolidado.
Mesmo sem confirmação oficial sobre a venda dos criptoativos, a possível saída da GameStop do mercado de Bitcoin sinaliza um reposicionamento relevante em sua trajetória corporativa. A aposta agora parece estar em ativos tangíveis e sinergias operacionais com empresas já estabelecidas no setor de consumo.














