- Buterin apoia redes sociais descentralizadas em 2026
- Lens Protocol inicia transição para Mask Network
- Descentralização prioriza utilidade sobre tokens
Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, reforçou seu apoio às redes sociais descentralizadas ao afirmar que pretende retomar integralmente o uso dessas plataformas em 2026. A declaração ocorre em meio à transição do Lens Protocol para a gestão da Mask Network, movimento que marca uma nova etapa para um dos principais grafos sociais baseados em blockchain.
“Em 2026, pretendo voltar totalmente ao modelo social descentralizado”, escreveu Buterin em uma publicação no X. Ele acrescentou que a qualidade do debate público depende de ferramentas que priorizem o interesse de longo prazo dos usuários. “Precisamos de ferramentas de comunicação em massa que atendam aos interesses de longo prazo do usuário, e não que maximizem o engajamento de curto prazo”, afirmou.
In 2026, I plan to be fully back to decentralized social.
If we want a better society, we need better mass communication tools. We need mass communication tools that surface the best information and arguments and help people find points of agreement. We need mass communication… https://t.co/ye249HsojJ
— vitalik.eth (@VitalikButerin) January 21, 2026
O posicionamento veio logo após o anúncio de que a Mask Network assumiria a gestão do Lens Protocol, projeto originalmente incubado pela Aave. O Lens foi concebido como uma camada social aberta, permitindo que desenvolvedores criem aplicativos interoperáveis e que usuários mantenham a posse de suas identidades e conteúdos, sem dependência de plataformas centralizadas.
Na avaliação de Buterin, a descentralização é condição básica para que exista concorrência real no ambiente das redes sociais.
“A descentralização é o caminho para isso: uma camada de dados compartilhada, na qual qualquer pessoa pode construir seu próprio cliente”,
escreveu. Essa arquitetura, segundo ele, permite múltiplas interfaces coexistirem, reduzindo concentração de poder e ampliando escolhas para os usuários.
Buterin também comentou sobre sua experiência recente com essas ferramentas. Ele afirmou que vem utilizando com mais frequência soluções sociais descentralizadas e que todas as suas leituras e publicações desde o início de 2026 foram feitas por meio do Firefly, uma interface que reúne X, Lens, Farcaster e Bluesky. A expectativa é ampliar ainda mais a presença nessas plataformas nos próximos meses.
Outro ponto central do posicionamento foi a crítica a projetos sociais baseados excessivamente em tokens. Para Buterin, incentivos financeiros muitas vezes distorcem resultados e não garantem melhorias reais na experiência.
“Com muita frequência, nós, no mundo das criptomoedas, achamos que inserir uma moeda especulativa em algo já é considerado ‘inovação’”,
escreveu, observando que diversos projetos terminaram com desvalorização dos tokens e pouco impacto duradouro.
Em contraste, ele elogiou equipes que priorizam utilidade e interação social. Buterin destacou que a Aave fez “um ótimo trabalho administrando o Lens” e demonstrou confiança na Mask Network, citando o histórico da equipe com comunicação criptografada antes mesmo da popularização das redes sociais descentralizadas.
“Encorajo todos a passarem mais tempo no Lens, no Farcaster e no mundo social descentralizado em geral este ano”,
escreveu.
“Precisamos ir além de todos estarem constantemente tuitando dentro de uma única zona de guerra de informação global.”












