- Governança da WLFI concentrada em grandes carteiras
- Detentores com tokens bloqueados ficaram sem votar
- Proposta USD1 aumenta debate sobre diluição
A World Liberty Financial (WLFI) passou a ser alvo de críticas da comunidade após a aprovação de uma proposta ligada à expansão do USD1 por meio de votação de governança. O processo gerou questionamentos sobre a distribuição do poder de voto e a exclusão de investidores que mantêm tokens WLFI bloqueados desde o TGE.
Dados on-chain indicam que a maior parte dos votos favoráveis partiu de carteiras de grande porte. Segundo o trader e pesquisador pseudônimo DeFi^2, esses endereços estariam associados à equipe do projeto ou a parceiros estratégicos, o que levantou dúvidas sobre a descentralização efetiva da governança.
Haven’t seen anyone else talk about this yet, so I wanted to bring up an alarming governance vote by World Liberty Fi this month that appears to be the start of a slow extraction of value from WLFI holders by the team:
What you see above appears to be a rigged vote, where the… pic.twitter.com/CGsj7vVUUk
— DeFi^2 (@DefiSquared) January 20, 2026
As nove maiores carteiras concentraram aproximadamente 59% de todo o poder de voto. Esse nível de concentração deu a um grupo restrito controle suficiente para definir o resultado da proposta. A maior carteira individual respondeu por cerca de 18,7% dos votos totais, de acordo com os registros da votação instantânea.
“Isso contrasta com os eleitores reais mostrados na captura de tela, que estão todos impedidos de acessar seus tokens WLFI desde o TGE e não podem votar no desbloqueio até que a equipe permita”, afirmou a DeFi^2 no X.
A proposta relacionada ao USD1 também intensificou o debate sobre os incentivos oferecidos aos detentores do token WLFI. De acordo com o pesquisador, a governança foi utilizada para expandir o protocolo, enquanto questões centrais para investidores com ativos bloqueados permaneceram sem solução.
“A verdadeira motivação fica clara quando você se lembra das letras miúdas que dizem que os detentores de WLFI não têm direito a NENHUMA receita do protocolo”, escreveu a DeFi^2. O pesquisador destacou ainda que o documento de referência do projeto aponta que 75% da receita líquida seria destinada a entidades ligadas à família do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto os 25% restantes estariam associados à família Witkoff.
Um detentor de tokens que votou contra a proposta argumentou que a medida pode resultar em nova diluição dos investidores, sem oferecer benefícios claros. Ele observou que a World Liberty Financial já utilizou volumes elevados de capital para formar um tesouro composto por ativos como Bitcoin, Ethereum e Chainlink, sem retorno direto para os participantes da governança.
“A World Liberty Financial poderia facilmente liquidar seus ativos alternativos para sustentar seus incentivos de USD1, em vez de diluir ainda mais os investidores”, escreveu o usuário.
Paralelamente, a empresa protocolou um pedido para operar como banco fiduciário nacional nos Estados Unidos. A iniciativa busca centralizar a emissão, custódia e conversão do USD1 em uma única entidade regulamentada, ampliando a atuação junto a usuários institucionais. Até o momento da publicação, a WLFI não havia se pronunciado oficialmente sobre as críticas relacionadas à votação.














