- Entradas em ETFs de Bitcoin somam US$ 840 milhões nos EUA
- IBIT lidera demanda institucional e sustenta preço perto de US$ 97 mil
- Fluxo reverte saídas e melhora sentimento no mercado de criptomoedas
Os ETFs de Bitcoin à vista negociados nos Estados Unidos deram um sinal forte em 14 de janeiro, ao registrar um volume expressivo de entradas líquidas. O movimento foi interpretado como um retorno consistente de capital, mais alinhado a uma mudança de sentimento do que a uma aposta rápida de curto prazo.
No total, os produtos acumularam cerca de US$ 840,6 milhões em fluxo líquido no dia, um dos maiores números do mês, enquanto o Bitcoin voltou a ser negociado na região de US$ 97.000. A combinação entre preço reagindo e dinheiro novo entrando costuma ser acompanhada de perto por quem avalia o apetite institucional por exposição ao BTC via mercado tradicional.
As entradas foram distribuídas entre diversos emissores, mas o grande destaque ficou para o IBIT, da BlackRock. O fundo teria atraído aproximadamente US$ 648 milhões em uma única sessão, reforçando seu papel como principal termômetro de interesse institucional quando o assunto é ETF de Bitcoin.
Na sequência, o FBTC, da Fidelity, somou por volta de US$ 125 milhões em entradas. Produtos de gestoras como ARK Invest, Franklin Templeton e Valkyrie também apresentaram saldo positivo, indicando que o fluxo não ficou restrito a um único veículo.
Outro ponto observado pelo mercado foi o comportamento do GBTC, da Grayscale. Após semanas sendo associado a pressão vendedora e saídas recorrentes, o fundo mostrou sinais de estabilização ao registrar entradas modestas, o que ajuda a reduzir o peso negativo que vinha aparecendo nas leituras diárias.
O dado de 14 de janeiro ganhou ainda mais relevância por não ter vindo sozinho. Em 13 de janeiro, os ETFs de Bitcoin à vista já haviam somado cerca de US$ 753,8 milhões em entradas líquidas. Juntas, as duas sessões colocaram quase US$ 1,6 bilhão de volta nesses produtos, reposicionando o mercado após um começo de mês mais fraco.
Esse avanço também compensa a sequência de saídas entre 6 e 9 de janeiro, quando aproximadamente US$ 1,4 bilhão deixou os ETFs em meio à volatilidade e a um ajuste de risco. Do ponto de vista de fluxo, a pressão daquele período foi praticamente neutralizada, com o capital voltando a acompanhar a recuperação do preço do Bitcoin.












