- Ethereum fork BPO amplia limite de blobs
- L2s ganham mais espaço para dados on-chain
- Modelo econômico do Ethereum segue equilibrado
À medida que as L1s evoluem, a pressão sobre a descentralização cresce de forma constante. Esse movimento ajuda a explicar por que a escalabilidade se tornou uma das prioridades centrais para desenvolvedores, especialmente em redes que disputam volume de usuários e aplicações sem abrir mão da segurança.
No caso do Ethereum, essa estratégia passa pelo fortalecimento das redes de segunda camada, as L2s. Protocolos como a Arbitrum permitem que desenvolvedores criem aplicações descentralizadas com custos menores, evitando as taxas elevadas da camada principal. Dentro desse contexto, o Ethereum fork BPO surge como um passo relevante na arquitetura da rede.
De acordo com o anúncio oficial, o fork elevou o limite de blobs de 15 para 21 por bloco. Na prática, isso oferece mais espaço para que as L2s publiquem dados em cada bloco, aumentando a capacidade de processamento. O efeito direto é uma melhora na escalabilidade e uma redução estrutural de custos para usuários que operam nessas camadas.
Esse ajuste vai além de um simples ganho técnico. As L2s exercem papel direto no modelo econômico do Ethereum, já que parte das taxas pagas para liquidação retorna à rede principal. Com maior uso das L2s, o fluxo de valor para o mainnet tende a crescer, mantendo incentivos para validadores e desenvolvedores.
O BPO2 está ativo no Ethereum. 🥳
O que isso significa? O Ethereum continua crescendo. Agora podemos atingir 14 blobs por bloco do Ethereum — isso é 2,3 vezes mais do que há um mês (naquela época, a meta era de 6 blobs) e 4,6 vezes mais do que há sete meses. Há bastante espaço disponível para rollups escalarem.
BPO2 is live on Ethereum 🥳
What does this mean? Ethereum keeps growing.
We can now target 14 blobs per Ethereum block
-> this is 2.3x more than 1 month ago (back then we targeted 6 blobs) and 4.6x more than 7 months ago.Plenty of blob space available for rollups to scale https://t.co/hFzs4wGdPu pic.twitter.com/2tNZQwu1RK
— matze | growthepie 🥧 (@web3_data) January 7, 2026
Embora algumas atualizações recentes tenham tido impacto negativo de curto prazo sobre a receita, o cenário mais amplo mostra resiliência. Atualizações consecutivas reduziram taxas e pressionaram a arrecadação, com queda estimada em cerca de US$ 100 milhões, enquanto os ganhos das L2s recuaram de forma acentuada. Ainda assim, o Ethereum manteve o ritmo de atualizações.
O principal motivo está no nível de atividade da rede. Dados on-chain indicam que o TVL de aplicações na L1 superou a marca de US$ 300 bilhões, sinalizando crescimento contínuo de uso e adoção. Esse avanço ajuda a compensar perdas temporárias de receita e sustenta o interesse do ecossistema.
Dentro desse quadro, o Ethereum fork BPO ganha importância estratégica. Com a rede já apresentando uso consistente, o aumento do limite de blobs cria espaço para mais dados por bloco, viabilizando maior volume de transações nas L2s.
O resultado é um ciclo de retroalimentação positivo. Mais dados processados aumentam a atividade econômica, que incentiva desenvolvedores e mantém os fundamentos do Ethereum em evidência em 2025.












