- Trump anuncia expansão energética para suportar data centers de IA
- Demanda da ERCOT cresce com projetos de inteligência artificial
- Novas usinas buscam reduzir custos de eletricidade
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que 1.600 novas usinas de geração de energia entrarão em operação nos próximos 12 meses, em resposta ao aumento acelerado da demanda elétrica impulsionada por projetos de inteligência artificial. O plano foi apresentado durante um pronunciamento em rede nacional, no qual o presidente vinculou a expansão energética à sua agenda econômica e à redução de custos para consumidores e empresas.
Em seu discurso de fim de ano, Trump afirmou que seu governo assumiu o país em um momento de desafios estruturais e que a ampliação da capacidade energética é central para sustentar o crescimento econômico.
“Nos próximos 12 meses, teremos inaugurado 1.600 novas usinas de geração de energia elétrica, um recorde”,
declarou. Segundo ele, a maior oferta permitirá que “os preços da eletricidade, assim como o custo de outros bens, caiam significativamente” no curto e médio prazo.
O presidente também destacou que a expansão da inteligência artificial elevou de forma expressiva os custos operacionais, especialmente em infraestrutura de dados. Para enfrentar esse cenário, Trump defendeu a aceleração de licenças e aprovações para novos projetos de geração, incluindo tecnologias modernas e fontes diversificadas, capazes de atender grandes cargas de forma contínua.
O anúncio ocorre em meio à pressão crescente sobre a rede elétrica do Texas, administrada pelo Conselho de Confiabilidade Elétrica do Texas (ERCOT). Dados recentes indicam que a fila de solicitações de interconexão de grandes consumidores saltou de 63 gigawatts no fim do ano passado para cerca de 226 gigawatts. Desse total, aproximadamente 73% estão ligados a projetos de data centers voltados para aplicações de IA, que demandam fornecimento estável e em larga escala.
Trump apresentou gráficos durante o discurso para reforçar sua narrativa econômica, citando queda de preços e avanços salariais sob sua administração. Ele também mencionou o impacto político da recente paralisação do governo, que durou 43 dias entre outubro e novembro, associando o episódio a disputas sobre subsídios de saúde. Apesar da queda nos índices de aprovação durante o impasse, o presidente indicou uma recuperação gradual após o encerramento da paralisação.
Ao final, Trump reforçou sua visão de longo prazo para o setor energético, afirmando que a ampliação da geração é essencial para manter a competitividade dos Estados Unidos em tecnologias emergentes.
“Estamos prestes a vivenciar um boom econômico como o mundo nunca viu”,
afirmou, ao enquadrar a expansão das usinas como base para estabilidade, crescimento salarial e liderança em infraestrutura de IA.












