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ZachXBT critica carteiras de criptomoedas hardware e reacende debate sobre autocustódia

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ZachXBT critica carteiras de criptomoedas hardware e reacende debate sobre autocustódia
Fonte: rc.xyz NFT gallery/Unsplash — ZachXBT critica carteiras de criptomoedas hardware e reacende debate sobre autocustódia
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As carteiras de hardware voltaram ao centro do debate entre especialistas em criptomoedas após o investigador on-chain ZachXBT afirmar que esses dispositivos não são a melhor opção para usuários que movimentam grandes quantias. A declaração rapidamente provocou reações de desenvolvedores, empresas do setor e pesquisadores de segurança, reacendendo a discussão sobre as melhores práticas para autocustódia.

A crítica foi publicada inicialmente em seu canal no Telegram e trouxe uma posição contundente sobre o uso desses dispositivos.

"Opinião polêmica: Todas as carteiras de hardware são um lixo completo e eu não recomendo usá-las para tarefas importantes como assinar transações ou armazenar fundos", escreveu ele.

Na sequência, ZachXBT afirmou que um iPhone dedicado exclusivamente ao gerenciamento de uma carteira poderia oferecer uma experiência superior à maioria das soluções disponíveis atualmente. O investigador direcionou críticas especialmente à Ledger.

"A Ledger é a pior e o Ledger Live recebe atualizações regulares de interface/aplicativos sem nenhum motivo aparente, o que acaba quebrando ações simples", afirmou ZachXBT.

Em outra publicação, desta vez na rede X, ele explicou que usuários responsáveis por transações de alto valor frequentemente enfrentam obstáculos como baterias descarregadas, atualizações obrigatórias de firmware, mudanças inesperadas na interface dos aplicativos e falhas em plataformas que impedem a assinatura de operações multisig dentro do prazo esperado.

As declarações rapidamente repercutiram entre especialistas em segurança digital. Axel Bitblaze concordou com parte das críticas às carteiras de hardware, mas ponderou que utilizar apenas um smartphone também cria um ponto único de falha, já que todo o patrimônio dependeria de um único dispositivo e de uma única frase-semente.

Como alternativa, ele sugeriu uma configuração multisig 2 de 3, utilizando dispositivos independentes para assinar transações. Também recomendou armazenar a frase-semente offline, testar previamente toda a configuração antes de movimentar grandes valores e manter separadas as carteiras destinadas ao uso diário das utilizadas para investimentos de longo prazo.

O debate ganhou outro capítulo com a participação de Roman Storm, cofundador do Tornado Cash. Embora tenha concordado com a lógica apresentada por ZachXBT, destacou que as carteiras móveis ainda carecem de suporte adequado às frases-senha BIP39, recurso considerado importante para adicionar uma camada extra de proteção durante a autocustódia.

Fabricantes de carteiras de hardware também responderam às críticas. A Trezor argumentou que smartphones executam sistemas operacionais completos, ampliando a superfície de ataque para invasores. Segundo a empresa, dispositivos dedicados mantêm as chaves privadas isoladas dos ambientes conectados à internet, reduzindo significativamente os riscos.

A Keystone Wallet adotou uma posição intermediária. A equipe reconheceu que ZachXBT "não estava errado" ao defender um telefone isolado, mas ressaltou que a maior parte dos usuários tende a obter um nível de segurança superior utilizando dispositivos desenvolvidos exclusivamente para armazenar criptomoedas, já que um smartphone exige disciplina constante para permanecer protegido.

A Ledger não respondeu diretamente às críticas, mas publicou uma mensagem reforçando seu modelo de segurança.

“Uma chave privada que nunca entra em contato com a internet não pode ser alvo de phishing, deepfake ou apagada por injeção de código”, escreveram. “Essa é toda a aposta no hardware.”

Apesar disso, o debate também destacou que nenhum método elimina completamente os riscos. Um caso registrado no início deste ano resultou na perda de aproximadamente US$ 282 milhões em Bitcoin e Litecoin após um golpe de engenharia social, demonstrando que falhas humanas continuam sendo um dos principais desafios para quem mantém a custódia das próprias criptomoedas.

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