O Bitcoin (BTC) é negociado a US$ 63.971,00, com valorização de quase 2% nas últimas 24 horas. A maior criptomoeda do mercado recuperou parte das perdas registradas no fim da semana e voltou a operar próxima da resistência de US$ 64.000, enquanto investidores acompanham a evolução do cenário macroeconômico e o desempenho das principais criptomoedas.
Após uma semana marcada por fortes oscilações, o Bitcoin voltou a mostrar força ao encontrar suporte na região de US$ 62.400. A reação dos compradores foi rápida e impulsionou a cotação novamente para perto de US$ 64.400, reduzindo boa parte da pressão vendedora observada nas últimas sessões.
O início da semana foi mais desafiador para o BTC. Depois de permanecer próximo de US$ 64.000 durante o fim de semana anterior, a criptomoeda perdeu força e caiu abaixo de US$ 62.000. O movimento ocorreu em meio ao aumento das preocupações dos investidores com os recentes ataques no Oriente Médio, que elevaram a busca por ativos considerados mais conservadores.
Mesmo diante desse ambiente de maior cautela, o mercado também voltou suas atenções para os indicadores econômicos dos Estados Unidos. Um dos principais eventos foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), acompanhado de perto por investidores devido ao impacto que pode ter sobre as futuras decisões do Federal Reserve.
Os dados mostraram uma inflação anual de 3,5%, abaixo das expectativas de parte do mercado, que projetava números entre 3,8% e 3,9%. O resultado aumentou o otimismo dos investidores e estimulou a compra de ativos de risco, levando o Bitcoin a registrar uma forte recuperação.
Na quarta-feira, a criptomoeda alcançou aproximadamente US$ 65.500, renovando sua maior cotação das últimas três semanas. No entanto, o nível voltou a funcionar como resistência, provocando uma realização de lucros que pressionou novamente o preço nas sessões seguintes.
A queda registrada na sexta-feira, porém, teve duração limitada. Assim que o BTC voltou para a faixa de US$ 62.400, compradores aumentaram a demanda e impediram um movimento de baixa mais intenso. Desde então, o ativo recuperou terreno e segue negociado próximo de US$ 64.000, faixa considerada importante para definir a direção dos próximos dias.
Enquanto isso, a capitalização de mercado do Bitcoin permanece acima de US$ 1,28 trilhão, enquanto sua participação no valor total do mercado de criptomoedas continua próxima de 56,5%, demonstrando que o BTC segue concentrando boa parte dos investimentos do setor.
Entre as principais criptomoedas, as movimentações foram mais moderadas. Ethereum (ETH) apresentou leve valorização, assim como XRP, Solana (SOL), Dogecoin (DOGE), Zcash (ZEC) e Stellar (XLM). Em contrapartida, BNB, TRON (TRX) e RAIN registraram pequenas quedas ao longo das últimas 24 horas.
O principal destaque entre os ativos de maior capitalização foi a Cardano (ADA). O token acumulou alta superior a 4,5%, sendo negociado acima de US$ 0,165, liderando os ganhos entre as maiores criptomoedas do mercado.
Outra criptomoeda que continuou chamando atenção foi o Cronos (CRO). O ativo avançou mais de 5%, ampliando a valorização iniciada após o anúncio de um investimento de US$ 400 milhões na exchange responsável pelo desenvolvimento do ecossistema.
A Pi Network (PI) também permaneceu entre os ativos mais voláteis. Depois de renovar mínimas históricas durante a última semana, o token reagiu ao encontrar suporte próximo de US$ 0,07. Desde então, acumulou valorização diária de cerca de 8%, voltando a ser negociado acima de US$ 0,08.
No consolidado do mercado, o desempenho positivo do Bitcoin e de diversas altcoins contribuiu para elevar a capitalização total das criptomoedas em aproximadamente US$ 30 bilhões nas últimas 24 horas. Com isso, o valor conjunto do setor voltou a superar US$ 2,27 trilhões, enquanto investidores seguem monitorando os próximos indicadores econômicos e os níveis técnicos das principais criptomoedas.

