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Telegram perde acesso ao t.me e trava serviços da blockchain TON

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PortalCripto
Telegram perde acesso ao t.me e trava serviços da blockchain TON
Fonte: Christian Wiediger/Unsplash — Telegram perde acesso ao t.me e trava serviços da blockchain TON
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O Telegram enfrentou uma interrupção inesperada nesta segunda-feira (13) após o domínio t.me, utilizado como principal atalho para seus serviços, ser colocado em status serverHold pelo operador do domínio .me. A medida tornou os links curtos da plataforma indisponíveis e afetou o acesso a recursos importantes ligados à blockchain The Open Network (TON).

Embora o aplicativo de mensagens continue funcionando, diversos serviços dependentes do t.me deixaram de responder. Entre eles estão a carteira integrada do Telegram, Mini Apps e funcionalidades que utilizam a infraestrutura da TON para oferecer pagamentos, ativos digitais e aplicações descentralizadas.

Na prática, o problema atingiu uma das principais portas de entrada do ecossistema de criptomoedas do Telegram. Endereços como t.me/wallet, usados para acessar a carteira da plataforma, ficaram inacessíveis. Esse serviço permite armazenar, enviar e receber Bitcoin, USDT, Gram (GRAM) e outros ativos compatíveis com a rede TON.

A interrupção não está relacionada a uma falha da blockchain. O bloqueio ocorreu porque o domínio recebeu o status serverHold, um código aplicado diretamente pelo registro responsável pelo domínio .me. Quando isso acontece, os registros DNS são removidos da internet, impedindo que qualquer serviço vinculado ao endereço funcione normalmente.

Esse tipo de bloqueio costuma ser utilizado em situações específicas, como pendências administrativas, necessidade de verificação cadastral, questões de segurança ou suspeitas de uso irregular do domínio. Até a publicação desta notícia, nem o Telegram nem o operador do .me haviam informado oficialmente o motivo da suspensão.

O impacto vai muito além da carteira digital. Grande parte da integração entre Telegram e TON utiliza o t.me como ponto de acesso. Nomes de usuário negociáveis da plataforma são registrados como ativos digitais na blockchain, enquanto presentes digitais transformados em NFTs também dependem dessa estrutura para serem acessados pelos usuários.

Os Mini Apps representam outro segmento afetado. Muitos desses aplicativos utilizam o protocolo TON Connect para autenticar carteiras e executar operações na blockchain. Como boa parte deles é aberta por meio de links t.me, a indisponibilidade do domínio interrompeu esse fluxo de acesso.

A TON ocupa posição de destaque entre as maiores blockchains do mercado e movimenta bilhões de dólares em valor de mercado. O Telegram se tornou um dos principais canais de adoção da rede ao integrar recursos blockchain diretamente ao aplicativo, reduzindo a necessidade de plataformas externas para utilizar criptomoedas.

Enquanto o domínio permanecer suspenso, usuários continuam com acesso limitado a diversas funcionalidades da TON dentro do Telegram. A expectativa do mercado agora está voltada para a remoção do status serverHold ou para a criação de uma alternativa que restabeleça o acesso aos serviços blockchain da plataforma sem depender exclusivamente do domínio t.me.

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