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Taiwan condena líder da BitShine a 22 anos por fraude com criptomoedas

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PortalCripto
Taiwan condena líder da BitShine a 22 anos por fraude com criptomoedas
Fonte: Timo Volz/Pexels — Taiwan condena líder da BitShine a 22 anos por fraude com criptomoedas
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O Tribunal Distrital de Shilin, em Taiwan, condenou o principal responsável pela corretora de criptomoedas BitShine a 22 anos de prisão após considerá-lo culpado por fraude, lavagem de dinheiro e oferta ilegal de serviços relacionados a ativos digitais. O caso envolveu um prejuízo superior a NT$ 1,27 bilhão, cerca de US$ 39 milhões, afetando mais de 1.500 vítimas.

O condenado, identificado apenas pelo sobrenome Shih, foi apontado pelas autoridades como líder de um grupo que utilizava a BitShine para dar aparência de legalidade a um esquema criminoso. A empresa chegou a ser registrada junto à Comissão de Supervisão Financeira (FSC), o que ajudava a transmitir credibilidade aos investidores enquanto operações ilícitas eram executadas.

Segundo a investigação, a organização mantinha ligação com grupos criminosos e integrantes da Thento Union, uma das principais organizações do crime organizado de Taiwan. O dinheiro obtido com as vítimas era convertido em USDT antes de ser enviado para contas no exterior, dificultando o rastreamento dos recursos.

Os promotores estimam que, entre janeiro de 2024 e abril de 2025, o grupo movimentou mais de NT$ 2,3 bilhões, equivalente a aproximadamente US$ 71 milhões, em operações de lavagem de dinheiro. No mesmo período, 1.539 vítimas tiveram perdas que ultrapassaram NT$ 1,27 bilhão.

Outro ponto destacado pelas autoridades foi a tentativa de criar uma falsa estrutura de conformidade regulatória. Conforme as investigações, Shih contratou profissionais especializados em compliance sem que eles soubessem do esquema, utilizando seu trabalho para desenvolver procedimentos de "conheça seu cliente" (KYC) destinados à corretora.

Na prática, porém, esses mecanismos eram burlados. A investigação concluiu que intermediários orientavam integrantes da organização sobre como responder às verificações de identidade, permitindo que o processo de KYC fosse concluído normalmente e facilitando a compra de criptomoedas pelas vítimas.

O caso já havia levado ao indiciamento de 14 suspeitos em agosto de 2025. Na ocasião, os promotores solicitaram uma pena de 25 anos de prisão para Shih, que acabou recebendo uma condenação de 22 anos.

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