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Revolut vai remover USDT até agosto e alerta clientes sobre prazo

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PortalCripto
Revolut vai remover USDT até agosto e alerta clientes sobre prazo
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A Revolut deve encerrar o suporte ao USDT, stablecoin emitida pela Tether, até o dia 31 de agosto de 2026. A informação surgiu após usuários compartilharem capturas de tela de notificações enviadas pela fintech na rede social X.

De acordo com o comunicado, a remoção será concluída às 12h GMT da data estipulada. Após esse prazo, os clientes não poderão mais manter saldos em USDT dentro da plataforma, o que exige uma ação antecipada para evitar restrições.

A empresa orienta que os usuários vendam seus tokens diretamente no aplicativo ou realizem a transferência para carteiras externas. A medida faz parte de um processo gradual que começa antes da remoção total.

Como etapa inicial, a Revolut informou que a compra de USDT será desativada a partir de 6 de julho de 2026, também às 12h GMT. A decisão antecipa a retirada completa do ativo ao longo do verão europeu.

Segundo a fintech, a mudança ocorre após uma revisão interna dos ativos disponíveis. O objetivo é alinhar a oferta da plataforma com exigências regulatórias e critérios de risco, mantendo um ambiente considerado mais seguro para negociação de criptomoedas.

O movimento acompanha uma tendência já observada em outras plataformas relevantes do mercado. Exchanges como Coinbase e Bitstamp também iniciaram a retirada do USDT para usuários na Europa, em resposta à implementação da regulamentação MiCA.

As novas regras da União Europeia impõem diretrizes mais rígidas para stablecoins e provedores de serviços ligados a criptomoedas. Com isso, empresas têm priorizado ativos considerados compatíveis com a legislação.

Nesse contexto, cresce a preferência por alternativas como o USD Coin (USDC) e stablecoins atreladas ao euro, incluindo a EURC. Essas opções são vistas como mais alinhadas às exigências regulatórias do bloco.

O CEO da Tether, Paolo Ardoino, já havia se posicionado sobre os impactos do MiCA. Em declarações anteriores, ele afirmou que a preocupação não está na supervisão, mas nas exigências estruturais impostas aos emissores.

Ardoino destacou que a regulamentação pode obrigar empresas a manter até 60% das reservas em depósitos bancários não segurados, em vez de ativos altamente líquidos como títulos do Tesouro dos EUA.

Ele também alertou que instituições bancárias menores na Europa podem enfrentar dificuldades em cenários de resgates em massa. Diante desse cenário, a Tether optou por não buscar adequação ao MiCA, priorizando sua base global de usuários.

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