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Petróleo dispara hoje com confronto entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz

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Petróleo dispara hoje com confronto entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz
Fonte: GANESH RAMSUMAIR/Pexels — Petróleo dispara hoje com confronto entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz
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Os preços do petróleo abriram a semana em forte alta depois de uma nova escalada militar entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz. O aumento das tensões elevou a preocupação dos investidores sobre possíveis impactos no fornecimento global de petróleo, já que a passagem marítima é responsável por uma parcela significativa do comércio internacional da commodity.

Nas negociações da noite de domingo, os contratos futuros do petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançaram 3,4%, alcançando US$ 73,87 por barril. O Brent, principal referência do mercado internacional, também registrou valorização de 3,5%, sendo negociado a US$ 78,67 por barril.

A reação do mercado ocorreu após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciar uma nova série de ataques contra posições iranianas. Segundo o órgão militar, a ofensiva de domingo ocorreu um dia depois de operações que atingiram cerca de 140 alvos, em resposta ao ataque da Guarda Revolucionária Islâmica contra um navio cargueiro que navegava pelo Estreito de Ormuz.

A resposta de Teerã não demorou. Conforme informações divulgadas pela agência estatal Tasnim, forças iranianas lançaram ataques contra instalações militares americanas localizadas na Jordânia, Kuwait, Bahrein e Omã, ampliando a tensão em diversos pontos do Oriente Médio.

Enquanto os confrontos se intensificavam, surgiram versões divergentes sobre a situação do Estreito de Ormuz. A imprensa estatal iraniana informou que a Guarda Revolucionária havia determinado o fechamento da passagem marítima até nova ordem. Já o Centcom negou a informação e afirmou que o tráfego internacional permanece liberado.

“As forças americanas estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão, do assédio, das ameaças e das declarações arbitrárias injustificadas do Irã”, disse o Comando Central dos EUA (Centcom) em uma publicação nas redes sociais no domingo. “O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo.”

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou essa posição durante entrevista ao programa Meet the Press, da NBC News, ao afirmar que o Estreito de Ormuz continuava aberto. Dados da empresa de inteligência marítima Windward apontaram que nove embarcações cruzaram a região durante o sábado.

Mesmo com a manutenção da navegação, autoridades marítimas mantêm o alerta elevado. O Centro Conjunto de Informações Marítimas, coalizão naval liderada pelos Estados Unidos e sediada no Bahrein, informou que a rota ao sul, pelas águas de Omã, segue operacional para embarcações comerciais.

Ainda assim, o órgão classificou o ambiente de segurança na região como grave e recomendou que navios civis adotem "extrema vigilância" durante toda a travessia.

Os ataques realizados no fim de semana representam a quarta ofensiva americana contra o Irã em apenas uma semana. Washington afirma que as operações respondem aos ataques contra embarcações comerciais que utilizavam o corredor marítimo protegido pelas forças americanas.

Além do confronto militar, permanece a disputa sobre a aplicação do acordo de paz provisório firmado em 17 de junho. Os Estados Unidos defendem a livre circulação pelo corredor internacional, enquanto o Irã insiste que os navios utilizem uma rota ao norte, dentro de suas águas territoriais.

Antes da escalada do conflito, cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente atravessava o Estreito de Ormuz. O volume de embarcações caiu após o início dos ataques na região, mas voltou a crescer com a assinatura do acordo temporário entre Washington e Teerã. A nova troca de ataques reacende as preocupações do mercado, que acompanha os desdobramentos devido ao potencial impacto sobre o abastecimento global e sobre os preços do petróleo.

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