O Morgan Stanley comprou cerca de US$ 13,2 milhões em Bitcoin ao longo desta semana e não registra vendas do ativo desde maio, informou a Arkham Intelligence, plataforma de dados on-chain que monitora os endereços atribuídos ao banco.
As compras são feitas pelo Morgan Stanley Bitcoin Trust (MSBT), o ETF de Bitcoin à vista da instituição — e não são as primeiras. A Arkham registra aportes recorrentes desde o lançamento do fundo, em 8 de abril de 2026, na NYSE Arca. O MSBT foi o primeiro ETF de Bitcoin à vista emitido por um grande banco americano sob a própria marca, cobra taxa anual de 0,14% (ante 0,25% do IBIT, da BlackRock) e tem a Coinbase como custodiante e o BNY Mellon na administração.
Na semana de estreia, segundo a Arkham, o fundo comprou cerca de US$ 83,6 milhões em Bitcoin, com aproximadamente 874 BTC nos endereços monitorados. O saldo subiu para cerca de 3.472 BTC em maio e 3.779 BTC no início de junho. Entre os dias 15 e 19 daquele mês, a plataforma registrou a compra de 232 BTC, mais de US$ 15 milhões, sem saídas. No início de julho, a posição chegou a cerca de 4.784 BTC.
Nas últimas duas semanas, o banco adicionou quase 1.000 BTC, elevando o saldo rastreado para mais de 5.700 BTC — cerca de US$ 370 milhões pelos preços exibidos na plataforma. A maior parte dos fluxos partiu de endereços da Coinbase Prime. A Arkham vincula o portfólio a 11 carteiras. Os valores em dólar variam conforme a cotação do Bitcoin e não representam custo de aquisição.
O primeiro mês de negociação do MSBT terminou sem nenhum dia de saída líquida, com cerca de US$ 193 milhões em captação.
O Bitcoin acumulado pelo fundo não corresponde a uma posição proprietária do banco: em um ETF à vista, o caixa dos investidores que compram cotas é convertido em Bitcoin junto ao custodiante. As compras vistas on-chain refletem, portanto, a demanda dos clientes pelo produto.
O Morgan Stanley administra mais de US$ 8 trilhões em ativos de clientes e conta com mais de 15 mil consultores financeiros. Além do MSBT, protocolou em janeiro registros S-1 para trusts de Ethereum e Solana, pediu ao OCC em fevereiro uma licença de banco fiduciário nacional para custódia de ativos digitais, anunciou planos de oferecer negociação de cripto no varejo pela E-Trade e, em junho, ampliou serviços do tipo em parceria com a Galaxy Digital.

