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Irã acusa Reino Unido enquanto Trump avalia ataque massivo

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Irã acusa Reino Unido enquanto Trump avalia ataque massivo
Fonte: George Pak/Pexels — Irã acusa Reino Unido enquanto Trump avalia ataque massivo
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O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está próximo de decidir se autorizará um ataque massivo contra o Irã. A declaração ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já se estendeu ao Mar Vermelho e aumenta a atenção dos mercados globais, incluindo o setor de criptomoedas.

Em entrevista à Axios, Trump afirmou que uma eventual ofensiva teria proporções superiores às operações militares realizadas até agora. Segundo o presidente, a decisão pode ser tomada em breve.

“Estou considerando um ataque massivo. Maior do que nunca. Estou perto de tomar uma decisão. Estamos todos preparados para isso”, disse Trump na entrevista.

Enquanto a decisão não é anunciada, os Estados Unidos seguem ampliando sua campanha militar. O Comando Central americano realizou a 13ª noite consecutiva de bombardeios contra alvos iranianos, intensificando a pressão sobre Teerã.

Trump também declarou que Israel participaria da operação rapidamente caso recebesse um pedido de Washington. Ao mesmo tempo, reconheceu que uma ação conjunta poderia provocar uma resposta militar do Irã contra o território israelense.

Além da possibilidade de novos ataques, o presidente voltou a afirmar que Teerã demonstra interesse em negociar. Ainda assim, avaliou que o governo iraniano não está preparado para concluir um acordo com os Estados Unidos.

A tensão aumentou após o grupo houthi, apoiado pelo Irã, assumir a autoria de um ataque contra dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho. Em resposta, Trump responsabilizou diretamente Teerã por futuras ações do grupo.

“Se eles fizerem isso novamente, os EUA responsabilizarão o Irã, alegando que os houthis são um representante e/ou instrumento do Irã, e uma grande punição militar será infligida ao Irã e, claro, aos próprios houthis”, disse ele em uma publicação no Truth Social.

Na segunda-feira, os houthis anunciaram um embargo marítimo contra a Arábia Saudita e ameaçaram interromper as exportações de petróleo pelo Mar Vermelho e pelo estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas marítimas mais importantes do comércio internacional.

Ao mesmo tempo, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter atacado instalações militares americanas em uma base dos Estados Unidos na Jordânia. A ação ampliou as preocupações sobre uma possível expansão regional do conflito.

Durante entrevista à imprensa, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, resumiu a estratégia adotada pela Casa Branca.

“Honestamente, é isso que vai acontecer”, disse ele. “Eles vão pagar um preço muito alto pelas coisas que estão fazendo. Eles já estão pagando um preço muito alto.”

Mesmo com a escalada militar, os preços do petróleo recuaram cerca de 1% na manhã de sexta-feira. Ainda assim, o mercado caminha para uma valorização semanal próxima de 10%. O Brent permaneceu acima de US$ 99 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) era negociado a US$ 91,08.

Irã amplia pressão sobre Reino Unido

A crise também elevou a tensão entre Teerã e Londres. O governo iraniano classificou o Reino Unido como "cúmplice" dos Estados Unidos após a manutenção da autorização para que forças americanas utilizem bases militares britânicas em operações defensivas.

Pouco depois do início do conflito, Londres permitiu o uso dessas instalações pelos EUA. O acordo foi renovado na semana passada e permaneceu inalterado pelo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que "qualquer parte que, de qualquer forma, participe de agressão militar contra o Irã será responsabilizada pelas consequências e repercussões de sua decisão".

Na sequência, acrescentou: “O governo britânico optou por se alinhar com os agressores, reduzindo sua posição à de cúmplice dos Estados Unidos e de Israel em uma guerra brutal contra a nação iraniana”.

Autoridades iranianas também advertiram que qualquer país europeu que disponibilize bases militares ou território aos Estados Unidos poderá ser considerado participante direto do conflito. O alerta amplia as preocupações sobre uma possível expansão das tensões no Oriente Médio, fator que continua influenciando os mercados internacionais e o comportamento dos investidores em criptomoedas.

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