A Gemini ampliou sua atuação no mercado financeiro ao lançar a negociação de ações sem cobrança de comissão para usuários da maior parte dos Estados Unidos. A iniciativa marca mais um passo da corretora na estratégia de reunir diferentes modalidades de investimento dentro de uma única plataforma.
Nesta primeira fase, o serviço ainda não está disponível para clientes do Alabama, Arkansas, Illinois, Massachusetts, Texas, Porto Rico, Washington, D.C. e Guam. A empresa informou ainda que a Nasdaq será a fornecedora oficial dos dados de mercado em tempo real exibidos no aplicativo.
"Temos mais de uma década de experiência na construção de plataformas financeiras", disse Cameron Winklevoss, cofundador e presidente da Gemini. "Começamos com criptomoedas e estamos expandindo para ações, para que os clientes possam gerenciar toda a sua vida financeira diretamente do aplicativo Gemini."
A entrada da Gemini no segmento de ações acompanha um movimento que ganhou força nos últimos anos entre corretoras digitais. A oferta de operações sem comissão se tornou comum no mercado norte-americano e, agora, também faz parte da estratégia das principais empresas ligadas ao setor de criptomoedas.
Enquanto amplia sua presença no mercado tradicional, a Gemini segue os passos de concorrentes como Coinbase e Kraken, que também passaram a oferecer novos produtos financeiros, incluindo ações, commodities e derivativos.
O objetivo da empresa é transformar seu aplicativo em uma plataforma capaz de concentrar diferentes tipos de investimentos, permitindo que os clientes administrem seus ativos sem recorrer a vários serviços financeiros.
Embora a negociação de ações seja gratuita para o investidor, esse modelo costuma gerar receita por outros meios, como remuneração pelo fluxo de ordens, empréstimos com margem, assinaturas de planos premium, juros sobre recursos não investidos ou outros serviços financeiros. A Gemini ainda não detalhou qual será sua principal fonte de receita nesse segmento.
Para oferecer o novo serviço, a corretora atualizou seu registro junto à FINRA para atuar como Introducing Broker. Nesse modelo, a empresa recebe as ordens dos clientes, enquanto a execução das negociações, a liquidação financeira e a custódia dos ativos ficam sob responsabilidade da Apex Clearing Corporation.
A expansão também alcança o mercado de derivativos. Recentemente, a Gemini recebeu autorização da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) para que sua subsidiária Olympus opere como câmara de compensação de derivativos, fortalecendo sua presença nesse segmento.
"As criptomoedas foram apenas o começo. Nosso objetivo é reunir diversos produtos financeiros, de criptomoedas a ações e derivativos, em uma única plataforma regulamentada", disse Tyler Winklevoss, cofundador e CEO da Gemini.
Fundada em 2014, a Gemini abriu seu capital em 2025 e apresentou crescimento de 42% na receita no primeiro trimestre de 2026 na comparação anual. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de custódia, staking e cartões de crédito, embora a companhia ainda tenha registrado prejuízo líquido de US$ 109 milhões no período.

