Os futuros das bolsas dos Estados Unidos operam com pouca variação nesta sexta-feira (24), após uma sessão de forte aversão ao risco que pressionou ações e criptomoedas. Enquanto os investidores acompanham os desdobramentos da alta do petróleo e da temporada de balanços corporativos, os contratos futuros do S&P 500 permanecem praticamente estáveis, indicando um início de pregão cauteloso em Wall Street.
Antes da abertura dos mercados, os futuros do S&P 500 recuavam 0,06%, aos 7.440,50 pontos. Os futuros do Dow Jones avançavam 0,03%, para 51.907 pontos, enquanto os contratos do Nasdaq cediam 0,31%, aos 28.532,75 pontos. O Russell 2000 também registrava queda de 0,25%, aos 2.944,30 pontos, sinalizando um movimento de realização entre empresas de menor capitalização.
O sentimento mais defensivo também aparecia no índice de volatilidade. O VIX avançava 12,38%, para 18,70 pontos, enquanto o ouro era negociado a US$ 4.028,30 por onça, com baixa de 0,54%. No mercado de criptomoedas, o Bitcoin era cotado a US$ 65.261,77, com recuo de 0,55% nas últimas 24 horas, acompanhando a cautela observada nos mercados globais.
Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão em queda. O índice Nikkei 225, do Japão, recuou 1,2%, enquanto o Topix perdeu 1%. Na Coreia do Sul, o Kospi abriu com baixa de 1,8%, e o Kosdaq caiu 2,17%. Já o índice australiano S&P/ASX 200 encerrou o dia com perda de 0,47%.
Outro fator que continua no radar dos investidores é o comportamento do petróleo. Embora os contratos futuros do Brent tenham ultrapassado US$ 100 por barril durante a sessão anterior pela primeira vez desde o fim de maio, os contratos do WTI para setembro apresentavam leve correção nesta sexta-feira, negociados a US$ 92,05, com queda de 0,15%.
Na quinta-feira, o petróleo disparou após relatos de que dois petroleiros sauditas foram atingidos no Mar Vermelho, alimentando preocupações sobre a oferta global de energia.
“Embora o posicionamento atual não garanta que o petróleo continuará subindo, significa que o mercado entrou na última escalada em uma posição desfavorável para uma surpresa positiva”, disse Adam Turnquist, estrategista técnico-chefe da LPL Financial. “E quando o sentimento e o posicionamento são extremamente pessimistas, mesmo uma deterioração modesta nas expectativas de oferta pode produzir uma reação desproporcional nos preços.”
Além da alta do petróleo, os resultados corporativos também pesaram sobre Wall Street. As ações da Tesla despencaram quase 15% após a divulgação de resultados do segundo trimestre abaixo das expectativas do mercado, registrando sua maior queda diária desde março de 2025.
A Alphabet também pressionou o setor de tecnologia ao elevar sua projeção de investimentos para todo o ano. A revisão levou as ações da empresa a recuarem cerca de 7%, marcando o pior desempenho diário desde maio de 2025.
Com esse conjunto de fatores, os principais índices norte-americanos caminham para encerrar a semana em baixa. O ambiente de maior cautela também influencia o mercado de criptomoedas, que acompanha a redução do apetite por ativos de risco diante das tensões geopolíticas, da volatilidade no mercado de energia e da reação dos investidores aos resultados das grandes empresas de tecnologia.

