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EUA congelam US$ 131 milhões em criptomoedas ligadas ao Irã

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EUA congelam US$ 131 milhões em criptomoedas ligadas ao Irã
Fonte: Alireza Heydarifard/Unsplash — EUA congelam US$ 131 milhões em criptomoedas ligadas ao Irã
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Os Estados Unidos intensificaram sua campanha de sanções financeiras ao bloquear cerca de US$ 131 milhões em criptomoedas supostamente ligadas ao governo do Irã. A medida ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e amplia os esforços das autoridades americanas para limitar o acesso do país a recursos obtidos por meio de operações consideradas ilegais.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou na rede social X que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) aplicou novas sanções contra diversas carteiras digitais associadas ao Banco Central do Irã. Segundo o governo americano, a iniciativa faz parte da estratégia para interromper mecanismos de financiamento utilizados por entidades iranianas.

Ao comentar a operação, Bessent afirmou:

“Continuaremos a rastrear o dinheiro de forma incisiva e a negar ao regime iraniano o acesso aos lucros de seus esquemas de arrecadação ilícita.”

Paralelamente, o investigador de blockchain conhecido como Specter informou que a Tether congelou quatro carteiras na rede TRON que armazenavam aproximadamente US$ 131 milhões em USDT. Conforme a análise divulgada, grande parte desses recursos teria origem em saques realizados anteriormente por meio da DTC Pay e da corretora Bitso.

Posteriormente, Specter declarou que as carteiras bloqueadas estariam ligadas a organizações já sancionadas pelo OFAC, incluindo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e o Banco Central da República Islâmica do Irã. O congelamento representa uma das maiores ações recentes envolvendo stablecoins e sanções internacionais.

A medida foi anunciada enquanto o conflito entre Estados Unidos e Irã volta a ganhar intensidade após o rompimento do cessar-fogo. As forças americanas informaram a retomada do bloqueio naval aos portos iranianos e mantiveram ataques contra alvos militares pelo quarto dia consecutivo.

Em resposta, autoridades iranianas afirmaram ter realizado novos ataques com drones contra a base militar de Al-Azraq, na Jordânia, durante a sétima fase da chamada "Operação Relâmpago". Segundo a emissora estatal IRIB, instalações militares, alojamentos e depósitos de equipamentos estavam entre os alvos atingidos.

Ao mesmo tempo, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista que o país poderá ampliar as operações militares, incluindo ataques contra pontes e usinas de energia, caso Teerã não retome as negociações.

O bloqueio das carteiras ocorre poucos meses após outra operação semelhante. Em abril, a Tether já havia congelado mais de US$ 344 milhões em USDT a pedido das autoridades americanas.

Além disso, o Departamento do Tesouro ampliou recentemente as sanções contra o setor de criptomoedas iraniano ao incluir as corretoras Nobitex, Wallex, Bitpin e Ramzinex na campanha "Fúria Econômica". Segundo o governo dos EUA, essas plataformas facilitaram transações relacionadas à Guarda Revolucionária Islâmica e ajudaram o Irã a contornar restrições econômicas por meio de criptomoedas.

As autoridades americanas também afirmam que a Nobitex respondeu por mais da metade das entradas de criptomoedas no Irã durante 2025 e auxiliou o Banco Central iraniano a movimentar centenas de milhões de dólares em stablecoins, reforçando o foco das sanções sobre o mercado de ativos digitais.

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