- BlackRock inclui blockchain em fundo monetário com Solana
- Tokenização avança com BUIDL agora em sete blockchains
- Solana e BlackRock redefinem mercados monetários com blockchain
A BlackRock, gigante global da gestão de ativos, dá mais um passo significativo no universo das criptomoedas. Nesta terça-feira, foi anunciado pela Securitize, parceira tecnológica da BlackRock, a inclusão de um fundo de mercado monetário baseado em blockchain na rede Solana, conhecida por seu rápido crescimento e por ser uma concorrente direta da Ethereum. Este avanço ocorre exatamente um ano após o lançamento do BlackRock USD Institutional Digital Fund (BUIDL), que integra as tradicionais funções dos fundos de mercado monetário com as inovadoras propriedades de registro e pagamento via blockchain.
Os investidores que já estão familiarizados com o ambiente cripto agora têm a oportunidade de alocar seus recursos no BUIDL através de sete diferentes blockchains, incluindo a Solana. O fundo, que inicialmente foi disponibilizado no Ethereum, conseguiu captar um fluxo contínuo de capital desde sua introdução.
Este movimento faz parte de uma tendência mais ampla no setor financeiro, que visa a tokenização de ativos. A tokenização envolve converter ativos financeiros tradicionalmente “off-chain”, como títulos em papel ou ações, para um formato “on-chain”, registrando sua existência em um blockchain. Até a data presente, o BUIDL acumulou um total de US$ 1,7 bilhões em ativos, incluindo dinheiro e títulos do Tesouro, e espera-se que esse valor supere os US$ 2 bilhões no início de abril, conforme informações de um porta-voz da Securitize.
Michael Sonnenshein, COO da Securitize, comentou em uma entrevista à Fortune sobre o potencial transformador dos fundos do mercado monetário graças à blockchain: “Estamos tornando-os pouco chatos”. Ele explicou que a natureza sempre ativa do mercado de criptomoedas, que opera 24 horas por dia, sete dias por semana, permite que os investidores entrem e saiam de posições com muito mais agilidade do que nos formatos tradicionais, onde as transações são limitadas ao horário comercial.
Além disso, a volatilidade inerente ao mercado de criptomoedas muitas vezes exige que os traders busquem refúgios seguros contra flutuações bruscas de preços. Tradicionalmente, stablecoins como USDT e USDC são usadas para esse fim, porém não oferecem rendimento. Isso destaca a importância de novos produtos que combinam a estabilidade com a possibilidade de rendimento, como os fundos baseados em blockchain oferecidos pela BlackRock e outras instituições financeiras como a Franklin Templeton e a Figure Markets.
Lily Liu, presidente da Fundação Solana, também destacou à Fortune a superioridade do financiamento on-chain, que permite uma maior variedade de operações com os ativos registrados na cadeia.
Com a expansão do BUIDL para a Solana, a BlackRock continua a aprofundar seu envolvimento no mercado de criptomoedas, seguindo o sucesso do lançamento de um ETF de Bitcoin negociado em bolsa em janeiro de 2024, que já acumulou quase US$ 40 bilhões em investimentos.
Larry Fink, CEO da BlackRock, previu em janeiro à CNBC: “ETFs são o primeiro passo na revolução tecnológica nos mercados financeiros. O segundo passo será a tokenização de cada ativo financeiro.”