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Alibaba bane IA Claude Code após suspeita de backdoor

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Alibaba bane IA Claude Code após suspeita de backdoor
Fonte: Planet Volumes/Unsplash — Alibaba bane IA Claude Code após suspeita de backdoor
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A Alibaba determinou que seus funcionários removam todos os produtos da Anthropic de seus dispositivos corporativos após uma auditoria interna identificar possíveis riscos de backdoor no assistente de programação com IA, Claude Code. A medida, que entra em vigor em 10 de julho, marca uma mudança relevante na estratégia da gigante chinesa em relação ao uso de ferramentas externas.

A decisão também inclui a proibição de toda a linha de modelos da Anthropic, como Sonnet, Opus e Fable. A restrição interrompe o uso de uma das soluções mais adotadas por equipes de engenharia da empresa e reforça um movimento mais amplo de controle sobre tecnologias de terceiros.

Até recentemente, a companhia incentivava o uso de ferramentas públicas de IA. Desde o início de 2026, engenheiros podiam receber reembolsos mensais de até US$ 1.400 para utilizar soluções como Claude Code, GPT e Gemini. O programa foi amplamente adotado, com desenvolvedores chegando a gastar centenas de dólares por semana antes de solicitar compensação.

Com a nova política, esse incentivo é encerrado. A Alibaba deixa de subsidiar ferramentas externas e direciona seus esforços para soluções próprias, como sua família de modelos Qwen, desenvolvida internamente.

A restrição surge em meio ao aumento das tensões entre a Anthropic e usuários chineses. Em comunicação com autoridades dos Estados Unidos, a empresa afirmou ter identificado mais de 28,8 milhões de interações com seu sistema realizadas por cerca de 25 mil contas consideradas fraudulentas, em um período de poucas semanas. Segundo a companhia, a atividade teria como objetivo acelerar o desenvolvimento de tecnologias concorrentes por meio da chamada destilação de modelos.

Além disso, análises independentes apontaram que versões recentes do Claude Code continham funções capazes de verificar configurações locais, como fuso horário e parâmetros de API ou proxy. Embora desenvolvedores tenham classificado parte dessas funções como experimentais, as suspeitas ganharam relevância após preocupações levantadas internamente pela Alibaba.

Apesar disso, não há confirmação pública de que exista um backdoor intencional. A ausência de detalhes técnicos oficiais mantém o debate aberto entre especialistas.

O movimento da Alibaba ocorre em paralelo a restrições semelhantes adotadas por instituições financeiras globais, além de limitações impostas pela própria Anthropic ao acesso internacional de seus sistemas mais avançados.

Com a nova diretriz, a empresa chinesa reforça sua dependência de infraestrutura doméstica de IA e amplia o distanciamento entre ecossistemas tecnológicos, em um momento de crescente fragmentação no setor.

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