- Bitkub estuda abrir capital em Hong Kong
- Corretora mira captação de US$ 200 milhões
- Hong Kong reforça posição em criptomoedas
A Bitkub, maior corretora de criptomoedas da Tailândia, avalia realizar uma oferta pública inicial em Hong Kong, segundo informações atribuídas a fontes próximas ao assunto. A iniciativa reforça a intenção da empresa de ampliar sua visibilidade internacional e aproveitar um mercado considerado mais favorável ao setor de criptos.
A reportagem aponta que o IPO pode ocorrer já no próximo ano, com a Bitkub buscando levantar cerca de US$ 200 milhões. As discussões ainda estão em andamento, e detalhes podem ser ajustados conforme o andamento das negociações e as condições de mercado.
Inicialmente, a corretora havia considerado abrir capital na Tailândia. No entanto, o expressivo enfraquecimento do mercado acionário local levou a empresa a reavaliar sua estratégia. O índice SET, que acompanha todas as ações ordinárias negociadas no país, apresentou queda acentuada no acumulado do ano, reduzindo o apetite do mercado para novas listagens.
Esse movimento se conecta às declarações feitas pelo CEO da Bitkub, Jirayut Srupsrisopa, ainda em fevereiro de 2024. Em carta enviada aos acionistas, o executivo destacou que a empresa analisava a possibilidade de um IPO em Hong Kong como meio de ampliar o alcance global de suas operações. “Estamos empenhados em expandir nosso alcance para além da Tailândia, aventurando-nos em novos mercados com nossas soluções inovadoras”, escreveu Jirayut.
O interesse por Hong Kong ocorre em um momento em que a região intensifica seus esforços para se consolidar como um polo de criptomoedas. O mercado local foi um dos primeiros a lançar ETFs de criptomoedas à vista, acompanhando o avanço observado nos Estados Unidos e superando o país ao introduzir ETFs de Solana antes do lançamento americano.
Ao mesmo tempo, autoridades de Hong Kong vêm estruturando um ambiente regulatório para estimular o desenvolvimento do setor. O regime inclui licenciamento específico para empresas que negociam criptomoedas, iniciativas de sandbox regulatório para stablecoins e projetos de depósitos tokenizados. No início deste mês, foi anunciado que plataformas locais poderão compartilhar um livro de ofertas global com operadores estrangeiros, facilitando a interação entre mercados e ampliando a liquidez.
A possível abertura de capital da Bitkub reforça o movimento de expansão das corretoras asiáticas em busca de maior competitividade no cenário internacional de criptomoedas.












