- Bitcoin reage e volta aos US$ 91 mil
- Nvidia supera expectativas e anima investidores
- Tokens de IA acompanham movimento de alta
Quarta-feira, 19 de novembro de 2025 – O Bitcoin iniciou a quinta-feira com um avanço relevante, saltando para a faixa dos US$ 91.000 mil após a Nvidia apresentar resultados trimestrais acima das projeções e divulgar uma perspectiva otimista para o próximo trimestre. A reação positiva da gigante de chips conseguiu reduzir, ao menos momentaneamente, parte das pressões que vinham afetando tanto os mercados tradicionais quanto as principais criptomoedas.
A Nvidia reportou receita de US$ 57,01 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho continua ancorado pela demanda crescente por chips de inteligência artificial, que seguem no centro das estratégias de grandes empresas de tecnologia. “As vendas da Blackwell estão disparando, e as GPUs para nuvem estão esgotadas”, afirmou o CEO Jensen Huang. Ele acrescentou que “a demanda por computação continua acelerando e se multiplicando em treinamento e inferência — cada uma crescendo exponencialmente”.
No pregão estendido, as ações da empresa avançaram cerca de 4%, refletindo o entusiasmo dos investidores com os números divulgados. A receita da divisão de data centers atingiu US$ 51,2 bilhões, superando as expectativas do mercado. Para o quarto trimestre, a fabricante projeta receita entre US$ 63,7 bilhões e US$ 66,3 bilhões, acima das estimativas de aproximadamente US$ 62 bilhões.
O movimento ajudou a melhorar o sentimento no mercado de criptomoedas. Além da recuperação do Bitcoin, os tokens ligados à inteligência artificial registraram avanço, com destaque para o Starknet (STRK), cotado a US$ 0,2481 com alta de 22% no dia. Outros nomes como TAO, Near Protocol, PIC e RNDR mantiveram ganhos entre 4% e 5% após a divulgação do relatório.
As ações de empresas de mineração de Bitcoin também reagiram positivamente. IREN avançou 8%, Cipher Mining subiu 11% e Hut 8 Mining registrou alta de 6%, recuperando parte das perdas recentes acumuladas em meio à liquidação mais ampla de ativos de tecnologia.












