- Nova regra permite staking em ETFs de criptomoedas
- Ethereum e Solana podem gerar rendimentos via ETFs
- Medida amplia competitividade dos ETFs nos EUA
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e o Serviço de Receita Federal (IRS) emitiram novas diretrizes que abrem caminho para que ETFs de criptomoedas participem de programas de staking, mantendo seu enquadramento tributário atual. A decisão, publicada em 10 de novembro sob o Procedimento de Receita 2025-31, removeu um dos principais entraves regulatórios que limitavam fundos de investimento baseados em ativos digitais.
A nova orientação cria uma estrutura de “porto seguro”, explicando como as recompensas de staking devem ser tratadas fiscalmente e como podem ser distribuídas aos investidores sem gerar encargos adicionais no nível da entidade. Com isso, produtos de investimento negociados em bolsa poderão obter rendimento on-chain de redes proof-of-stake como Ethereum (ETH) e Solana (SOL).
Pelas novas regras, ETFs à vista e fundos listados em bolsas americanas poderão realizar staking de seus ativos por meio de custodiantes qualificados. As recompensas serão repassadas diretamente aos acionistas e tributadas apenas quando forem recebidas, preservando o modelo fiscal utilizado por ETFs de commodities, como os de Bitcoin.
A estrutura também exige transparência das emissoras quanto à origem dos rendimentos, riscos operacionais e possíveis penalidades aplicadas aos validadores, conhecidas como “slashing”. Analistas estimam que ETFs de Ethereum poderão oferecer retornos anuais entre 3% e 5%, enquanto os de Solana podem alcançar 5% a 7%, dependendo das condições de rede e taxas de participação.
Com a medida, investidores poderão acessar os rendimentos de staking por meio de contas tradicionais de corretagem, sem precisar interagir diretamente com protocolos on-chain ou gerenciar chaves privadas.
Especialistas do setor acreditam que gestoras como BlackRock e Fidelity devem atualizar seus prospectos de ETFs de Ethereum para incluir staking, enquanto outras empresas preparam ofertas semelhantes voltadas a Solana e demais redes proof-of-stake. A expectativa é que o novo modelo impulsione a adoção institucional e estimule o alinhamento de regras internacionais, especialmente com a estrutura MiCA da União Europeia.














