- Parceria integra blockchain, IA e robótica em um único ecossistema
- OpenMind cria sistema operacional de código aberto para robôs
- Projeto da Pi Network amplia utilidade prática das criptomoedas
A Pi Network Ventures anunciou oficialmente seu primeiro investimento estratégico na OpenMind, uma empresa que desenvolve um sistema operacional e um protocolo projetados para permitir que robôs aprendam, colaborem e realizem tarefas de forma autônoma. O projeto visa criar uma infraestrutura aberta que conecte blockchain, inteligência artificial e robótica, expandindo o alcance das criptomoedas em aplicações do mundo real.
Conhecida por sua ambição de unir inovação tecnológica e descentralização, a Pi Network descreve a OpenMind como o equivalente a um “Android para robôs”, uma vez que o sistema é projetado para funcionar com qualquer tipo de hardware e sem depender de ecossistemas corporativos fechados. Essa abordagem reforça a missão da empresa de agregar utilidade prática à blockchain, promovendo novas oportunidades em setores como manufatura, automação e logística.
Pi Network Ventures has made its first investment in @openmind_agi , a company developing an operating system and open-source protocol for robots to think, learn, and work together—like Android for robots. Go to the Pi mining app for more information! pic.twitter.com/IgB7Bx8FCO
— Pi Network (@PiCoreTeam) October 29, 2025
A OpenMind desenvolve o sistema operacional OM1, totalmente agnóstico em relação ao hardware. Além disso, introduziu o protocolo FABRIC, uma tecnologia voltada à verificação de identidade e à troca segura de informações entre máquinas. Essa camada comum de inteligência permitirá que robôs e sistemas de IA cooperem de maneira eficiente, criando uma base para futuras redes descentralizadas de automação.
Segundo a Pi Network, o investimento reflete seus três pilares estratégicos: aumentar a utilidade da rede, fortalecer a produção global e desenvolver aplicações concretas baseadas em blockchain. A empresa destaca que a integração com a OpenMind é um passo natural, considerando o avanço das interações entre agentes de IA e sistemas descentralizados.
Em uma fase inicial de testes, as duas companhias realizaram um projeto de prova de conceito em que operadores de nós da Pi executaram modelos de reconhecimento de imagem baseados em IA. O experimento comprovou o potencial dos mais de 350 mil nós ativos da rede, demonstrando que sua capacidade computacional ociosa pode ser aproveitada em treinamentos de IA e computação em nuvem descentralizada.
Com a possibilidade de empresas pagarem aos operadores de nós em criptomoedas para utilizar esse poder computacional, o modelo aponta para uma economia digital colaborativa, na qual os usuários contribuem com recursos e recebem recompensas diretas. Essa integração entre blockchain e inteligência artificial reforça a visão da Pi Network de construir um ecossistema descentralizado que valoriza a participação humana e tecnológica de forma equilibrada.












