- Ursos pressionam o Bitcoin e rompem suportes-chave
- Altcoins sofrem liquidações e fortes perdas diárias
- Mercado cripto perde mais de US$ 1 bilhão em 24 h
O mercado de criptomoedas amanheceu tomado por pessimismo mais uma vez, após uma correção brusca que afetou praticamente todos os ativos digitais. A pressão vendedora ganhou força, reintroduzindo os ursos ao centro do debate.
O Bitcoin liderou a queda, recuando com força até a faixa de US$ 104.719, um patamar que não era visto há meses em várias corretoras. As altcoins, por sua vez, sofreram perdas ainda mais intensas, ampliando o revés do setor.
No início da semana, o BTC havia recuperado parte do fôlego, chegando a flertar com a casa dos US$ 116.000, mas foi rejeitado de forma contundente, sendo empurrado de volta à resistência de US$ 110.000. Essa zona se sustentou por algum tempo, porém, ontem à noite, os vendedores retomaram o controle e romperam abaixo desse nível — iniciando uma nova fase de correção. Nas últimas horas, o Bitcoin testou novamente a defesa de US$ 105.000, considerada por alguns analistas como o primeiro suporte forte, enquanto o próximo piso de relevância aparece na região de US$ 100.000.
Em meio ao pessimismo crescente, o Capitão Faibik declarou que “a alta de 2024/2025 acabou” e projeta uma correção de 50 % no médio prazo caso o movimento se intensifique. Esse tipo de previsão alastra temor entre investidores, sobretudo no momento de vulnerabilidade.
No segmento das altcoins, os estragos também são evidentes. A Binance Coin, que havia alcançado novo topo recentemente, despencou mais de 12 % em 24 horas, chegando abaixo de US$ 1.050. O Ethereum recuou acima de 6 %, enquanto o XRP registrou perdas superiores a 7 %. Os tokens de menor capitalização, por sua vez, sentiram-se ainda mais fragilizados.
Wenny C, COO da SynFutures, comentou sobre o momento: “As altcoins estão sob pressão, com a liquidez continuando a retornar ao Bitcoin e às stablecoins em meio ao sentimento de aversão ao risco. Esta queda mais recente reflete a queda do apetite especulativo após os dados macroeconômicos da semana passada, a escassez de carteiras de pedidos, que amplificam a volatilidade, e a renovada incerteza em torno das manchetes regulatórias que impactam os tokens de menor capitalização.”
As últimas 24 horas também deixaram marcas para os traders mais expostos: quase 290.000 participantes do mercado sofreram liquidações, enquanto o volume agregado dessas operações bateu US$ 1,1 bilhão, segundo dados da CoinGlass.
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