- XRP e Solana alcançam US$ 1 bilhão em futuros
- Crescimento rápido atrai atenção institucional para derivativos
- CME expande mix além de Bitcoin e Ethereum
A Chicago Mercantile Exchange (CME), tradicionalmente focada em Bitcoin e, desde 2022, também em Ethereum, viu sua lista de produtos em criptomoedas ganhar novas dimensões com o lançamento de futuros de Solana (SOL) e XRP. Em poucos meses, o interesse aberto (OI) nesses contratos ultrapassou US$ 1 bilhão, consolidando os dois ativos como novas apostas de investidores institucionais.
O marco é relevante porque, no mercado de derivativos, US$ 1 bilhão em OI costuma ser o patamar em que fundos e mesas institucionais passam a considerar os contratos viáveis para operações estruturadas, como estratégias de base, coberturas e notas lastreadas em ativos digitais. A rapidez com que Solana e XRP atingiram essa marca reflete uma demanda real, e não apenas atividade especulativa.
A Solana alcançou o nível de US$ 1 bilhão em apenas cinco meses, superando a trajetória de Bitcoin e Ethereum, que levaram mais tempo para atingir esse patamar após suas respectivas estreias na CME. Para o XRP, o avanço é atribuído principalmente à clareza regulatória conquistada pela Ripple em disputas judiciais, além do uso histórico do token em acordos internacionais.
Esse crescimento também mostra como a “pilha regulamentada” nos EUA se expandiu. Antes, investidores que buscavam exposição institucional a ativos além de BTC e ETH precisavam recorrer a plataformas no exterior, como Binance ou OKX. Agora, com os futuros de Solana e XRP listados na CME, parte desse fluxo migra para um ambiente regulado com garantias e estruturas contábeis mais favoráveis.
Com a liquidez crescente, o próximo passo esperado é a listagem de opções de Solana e XRP, assim como já acontece com Bitcoin e Ethereum. Esse movimento abriria espaço para produtos estruturados, como calls cobertas, proteção contra volatilidade e instrumentos de transferência de risco que ampliam o uso institucional.
Além disso, a expansão dos derivativos cria base sólida para discussões sobre ETFs futuros de Solana. A profundidade e a liquidez no mercado de derivativos são vistas como pré-requisitos para a aprovação desses instrumentos.
O avanço recente mostra que a CME começa a se afastar do modelo de duopólio BTC/ETH para consolidar um portfólio mais diversificado de criptomoedas, permitindo que investidores institucionais construam posições multiativos em um ambiente regulado nos Estados Unidos.














