- Jim Cramer recomenda compra de criptomoedas como proteção
- Dívida dos EUA ultrapassa US$ 37,6 trilhões em 2025
- Comunidade de criptos reage ao apelo de Cramer
O apresentador do programa Mad Money, da CNBC, Jim Cramer, voltou a movimentar o debate sobre investimentos ao reforçar um pedido direto: “compre criptomoedas”. A fala ocorreu no momento em que a dívida nacional dos Estados Unidos alcançou a marca histórica de US$ 37,63 trilhões, registrada no famoso Relógio da Dívida Nacional em Nova York. Segundo os cálculos, cada família americana carrega agora uma parcela média de US$ 955.708, valor próximo de um milhão de dólares.
Cramer fez a publicação em sua conta no X, destacando que as criptomoedas podem representar uma alternativa diante dos riscos associados ao crescimento da dívida pública. O comentário foi rapidamente disseminado entre investidores e seguidores, que interpretaram a fala como um reforço à tese de que ativos digitais, como o Bitcoin, funcionam como reserva de valor em momentos de pressão fiscal.
Não é a primeira vez que Cramer faz essa associação. Em julho, ele classificou o Bitcoin como uma forma de proteção diante da dívida trilionária dos EUA e afirmou comprar “muito” BTC. O apresentador também já recomendou que investidores adicionem a moeda digital a uma carteira diversificada, ainda que tenha rejeitado a ideia de exposição indireta via ações da MicroStrategy. Para ele, a compra direta de Bitcoin é a estratégia mais adequada.
buy crypto pic.twitter.com/fI9CbDuu8Z
— Jim Cramer (@jimcramer) September 29, 2025
Esse posicionamento acompanha a visão de outros defensores do mercado, como Tim Draper, que já declarou acreditar que o valor do Bitcoin seguirá crescendo em relação ao dólar, em parte pela incapacidade de governos controlarem ineficiências fiscais.
As reações ao novo apelo de Cramer foram diversas. Michael Saylor, presidente da Strategy e conhecido defensor do Bitcoin, aproveitou a ocasião para ajustar a frase, escrevendo “compre bitcoin”. Porém, parte da comunidade questionou a consistência do apresentador, lembrando do chamado “efeito Cramer inverso”. Esse termo faz referência a previsões mal-sucedidas do comentarista, como quando, em janeiro de 2024, ele projetou queda para o BTC e o ativo valorizou 43% no mês seguinte.
A fala atual reacende o debate sobre o papel do Bitcoin em meio a desequilíbrios fiscais e amplia a discussão sobre como as criptomoedas podem se consolidar como uma saída frente às incertezas da economia americana.














