- Swift testa blockchain com Linea da Consensys
- BNP Paribas e BNY Mellon participam do piloto
- Token LINEA dispara após anúncio de integração
A Swift, conhecida por interligar mais de 11 mil instituições financeiras no mundo, iniciou um movimento estratégico em direção à blockchain. De acordo com informações de mercado, a organização escolheu a Linea blockchain, solução de camada 2 desenvolvida pela Consensys sobre o Ethereum, para liderar o piloto de sua transição de mensagens interbancárias para um modelo baseado em blockchain.
Fontes ligadas ao projeto apontam que a decisão foi tomada após meses de negociações e análises técnicas. A ideia é testar como a tecnologia on-chain pode substituir a atual infraestrutura centralizada, oferecendo maior velocidade, transparência e programabilidade. A rede será utilizada em um piloto que envolverá mais de uma dúzia de bancos internacionais, entre eles BNP Paribas e BNY Mellon.
Segundo uma das instituições participantes, “o projeto levará vários meses para ver a luz do dia, mas promete uma grande transformação tecnológica para o setor internacional de pagamentos interbancários”. A fase de testes também inclui a integração de stablecoins no fluxo de mensagens.
Entre os principais fatores que influenciaram a escolha, está a confidencialidade oferecida pela Linea, que utiliza provas de conhecimento zero para garantir privacidade das transações. Essa abordagem atende a requisitos de conformidade regulatória, algo indispensável para instituições bancárias globais. Além disso, como solução de camada 2, a rede reduz custos de transação, mantendo a segurança e escalabilidade do Ethereum.
A Swift já vinha conduzindo diversos testes com blockchain desde 2024. Entre eles, pilotos de liquidação de fundos tokenizados em parceria com a UBS Asset Management e a Chainlink, além de iniciativas envolvendo moedas digitais de bancos centrais em projetos multilaterais, como o Projeto Agora do Banco de Compensações Internacionais.
Com esse novo passo, a organização fortalece sua atuação no mercado de ativos digitais, que tem projeção de movimentar até US$ 30 trilhões em tokenização de ativos até 2034. O experimento com a Linea blockchain representa uma tentativa de integrar inovação tecnológica sem abrir mão de privacidade e governança regulatória, pilares essenciais para o setor bancário.












