- Liquidação on-chain vista como maior redução de risco
- DATs de Ethereum e Solana atraem adoção institucional
- SharpLink busca transformar US$ 700 tri em ativos digitais
Joseph Chalom, CEO da SharpLink Gaming, afirmou que a empresa de tesouraria em Ethereum tem como meta integrar a estrutura do mercado financeiro tradicional, avaliada em US$ 700 trilhões, ao blockchain. A declaração foi feita durante um painel na Korea Blockchain Week 2025 Impact, onde destacou que a iniciativa vai além da ambição de deter 5% do fornecimento de ETH.
“Realmente não importa se chegamos lá primeiro ou depois”, disse Chalom.
“Estamos brigando pelos US$ 4 trilhões de capitalização de mercado de criptomoedas? Ou nossa meta é os US$ 700 trilhões da estrutura do mercado financeiro tradicional que acreditamos que deveria estar em uma rede descentralizada confiável, programável, digitalmente nativa e atômica com liquidação instantânea?”
Com carreira marcada por passagem na BlackRock, Chalom ressaltou que eliminar os custos e atrasos de liquidação nos mercados tradicionais representa a “maior redução de risco” já alcançada nos serviços financeiros. Ele defendeu que empresas de tesouraria priorizem protocolos de liquidação, stablecoins e soluções institucionais de DeFi para acelerar a adoção global.
Os DATs (Digital Asset Treasuries) vêm ganhando destaque como instrumentos que oferecem exposição direta a criptomoedas em escala institucional. Inspirados pelo sucesso da Strategy de Michael Saylor, diversas empresas já estruturaram veículos semelhantes baseados em Bitcoin, Ethereum e Solana.
Durante o mesmo debate, Dan Kang, CSO da DeFi Development Corp., comparou a diferença entre ETFs e DATs.
“Comprar um ETF é como sentar em um bote salva-vidas em um rio, mas comprar um DAT é como andar de lancha”,
disse. Para ele, esses veículos permitem maior velocidade e flexibilidade ao investidor.
Chalom apontou três métricas essenciais para avaliar o desempenho dos DATs: volume médio diário de negociação, gestão eficiente e liquidez. Kang acrescentou que a métrica mais relevante é o crescimento do ativo subjacente por ação, citando a Microstrategy como exemplo de desempenho superior ao Bitcoin ao longo dos últimos cinco anos.
Ambos reforçaram que empresas com grandes reservas em blockchain tendem a gerar receitas consistentes e rendimentos orgânicos por meio de staking. Chalom concluiu afirmando que a SharpLink não pretende apenas acumular Ethereum, mas criar negócios operacionais que validem transações, emprestem e protejam ativos, incentivando protocolos e acelerando a institucionalização dos ativos digitais.












