- Trump mira controle total do Federal Reserve
- Scott Bessent quer expandir crédito via bancos regionais
- Arthur Hayes projeta alta explosiva do Bitcoin até 2028
Arthur Hayes, fundador da BitMEX, afirmou em seu último ensaio que o atual presidente dos EUA, Donald Trump, tem como plano central submeter o Federal Reserve à autoridade direta do Tesouro. Segundo ele, a peça-chave para essa mudança é Scott Bessent, ex-assessor econômico de Trump, que pretende usar o sistema financeiro para reindustrializar o país.
A proposta envolve transferir a criação de crédito para bancos regionais e inundar o sistema com liquidez. Hayes compara essa possível intervenção ao modelo adotado durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Tesouro fixou os rendimentos dos títulos públicos, tornando o empréstimo seguro e lucrativo para instituições menores.
Desta vez, a motivação seria o populismo aliado à estratégia política, não a guerra. Bessent quer manipular os rendimentos novamente, mas com instrumentos modernos e apoio institucional, criando o que Hayes chamou de “afrouxamento monetário para os pobres”.
O controle passa por dois conselhos do Fed: o Federal Reserve Board of Governors (FBOG) e o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). Hayes aponta que Trump já está preenchendo cargos-chave no FBOG com aliados, o que permitiria cortes nas taxas sobre reservas (IORB) e aumentaria a pressão sobre o FOMC para reduzir os juros de mercado.
Além disso, o plano inclui influência nas nomeações dos presidentes regionais do Fed. Com cinco votos rotativos no FOMC por ano, Hayes destaca que distritos como Dallas e Filadélfia, recheados de industriais, teriam interesse direto em um ambiente de crédito barato.
Com o domínio completo dessas instâncias, o Tesouro poderia emitir quantidades massivas de dívida com custo de juros reduzido. Isso baratearia o dólar, favorecendo exportações e incentivando empréstimos voltados à produção industrial — e não a setores especulativos como tecnologia e recompras de ações.
Hayes projeta que serão necessários US$ 15,32 trilhões em emissão de crédito até 2028, considerando déficits e renovações. Usando o mesmo impacto da era COVID, onde cada trilhão de crédito elevou o Bitcoin em 19%, ele calcula que o BTC poderia teoricamente atingir US$ 3,4 milhões.
“Se eu acho que o Bitcoin vai subir para US$ 3,4 milhões até 2028? Não”, disse Hayes. “Mas acredito que o valor será bem maior do que os ~US$ 115.000 que ele é negociado hoje.”












