- Plasma anuncia primeiro neobanco nativo para stablecoins
- Aplicativo permitirá transferências USDT sem taxas
- Token XPL estreia junto com a mainnet
A Plasma, projeto de blockchain apoiado pela Bitfinex, anunciou nesta segunda-feira o Plasma One, apresentado como o primeiro neobanco desenvolvido de forma nativa para stablecoins. O lançamento ocorre poucos dias antes da estreia da versão beta de sua rede principal, prevista para 25 de setembro, e do aguardado evento de geração de tokens XPL.
Segundo a equipe, o Plasma One foi pensado para usuários que dependem de ativos digitais atrelados ao dólar, mas ainda enfrentam aplicativos pouco práticos e limitações para saques. Entre os recursos iniciais, o aplicativo oferece transferências de USDT sem taxas dentro da rede Plasma, um sistema de cartão com recompensas e integração que permite emitir cartões virtuais em poucos minutos. O acesso será liberado em etapas, priorizando mercados com restrições no acesso ao dólar.
Introducing Plasma One: the one app for your money. pic.twitter.com/5IgcCon5g8
— Plasma (@PlasmaFDN) September 22, 2025
A Plasma busca se posicionar como uma plataforma full-stack de stablecoins, num momento em que a oferta global desses ativos se aproxima de US$ 280 bilhões. Especialistas projetam que, com legislações favoráveis como o GENIUS ACT nos Estados Unidos, o setor poderá ultrapassar US$ 2 trilhões até 2028. No entanto, ainda há desafios de usabilidade. “A infraestrutura por si só não é suficiente”, afirmou Murat Firat, chefe de produto da Plasma. Para ele, apenas um ecossistema verticalmente integrado pode impulsionar o uso diário em escala.
O lançamento do neobanco acompanha a estreia da mainnet do projeto, que deve contar com cerca de US$ 2 bilhões em liquidez inicial de stablecoins e mais de 100 integrações DeFi desde o primeiro dia. Junto a isso, o token nativo XPL será liberado ao mercado. Nos pré-mercados do último verão no hemisfério norte, o XPL foi avaliado em valores diluídos totais entre US$ 4,5 bilhões e US$ 7,6 bilhões, segundo registros de mercado.
A Plasma já havia levantado US$ 50 milhões em julho e registrou compromissos excedentes de US$ 373 milhões em uma venda de 10 dias no início do ano. Também firmou parceria com a Binance para criar um produto de USDT bloqueado, que rapidamente atingiu o limite inicial e foi expandido para US$ 1 bilhão. Essas iniciativas tiveram como objetivo preparar a liquidez necessária para sustentar a adoção da rede e do neobanco focado em stablecoins.














