- Figure estabelece IPO a US$ 25 por ação
- Avaliação supera US$ 5 bilhões antes da estreia na Nasdaq
- Empresa se junta a Coinbase, Circle e Bullish em IPOs cripto
A Figure Technology Solutions, empresa de empréstimos nativa em blockchain fundada por Mike Cagney, ex-cofundador da SoFi, definiu o preço de sua oferta pública inicial (IPO) em US$ 25 por ação. A precificação, acima da faixa estimada anteriormente de US$ 20 a US$ 22, eleva a avaliação da companhia para cerca de US$ 5,3 bilhões.
O IPO inclui a emissão de 31,5 milhões de ações ordinárias Classe A, das quais 23,5 milhões serão vendidas diretamente pela própria Figure e 7,9 milhões oferecidas por acionistas existentes. A empresa não receberá recursos provenientes das vendas secundárias. A nova composição da oferta altera números de registros anteriores, que previam maior participação da companhia e menor participação de acionistas atuais.
Com o preço definido, a operação deve levantar aproximadamente US$ 787,5 milhões, superando a meta inicial de US$ 693 milhões. Além disso, os subscritores terão uma opção de 30 dias para adquirir até 4,7 milhões de ações adicionais ao preço da oferta. No total, a companhia terá cerca de 211,7 milhões de ações Classe A e Classe B em circulação logo após a listagem, sem contar possíveis alocações suplementares.
As ações serão negociadas no Nasdaq Global Select Market sob o ticker FIGR, com estreia marcada para esta quinta-feira. O encerramento da oferta está programado para 12 de setembro, condicionado às práticas usuais de fechamento. A Securities and Exchange Commission (SEC) declarou o registro da oferta efetivo em 10 de setembro.
A operação é coordenada por grandes instituições financeiras, incluindo Goldman Sachs, Jefferies e Bank of America, com apoio de Société Générale, KBW e Mizuho. Também participam como co-coordenadores Texas Capital Securities, Needham & Company, Piper Sandler, FT Partners, KKR e Roberts & Ryan.
O IPO coloca a Figure ao lado de outras companhias de criptomoedas que abriram capital nos últimos anos, como Coinbase, Circle e Bullish. Outras empresas do setor, como BitGo, Gemini, Grayscale e Kraken, também avaliam listagens públicas, reforçando a crescente presença de negócios ligados a blockchain nos mercados tradicionais.












