- Condenado lavou US$ 36,9 milhões em criptomoedas roubadas
- Rede criminosa operava golpes de investimento a partir do Camboja
- Departamento de Justiça exige US$ 26,8 milhões em restituição
O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a condenação de Shengsheng He, de 39 anos, residente em La Puente, Califórnia, por envolvimento em um esquema internacional de fraude com criptomoedas. Ele recebeu uma sentença de 51 meses de prisão federal e foi obrigado a restituir US$ 26,8 milhões às vítimas.
De acordo com os promotores, He atuava como coproprietário da Axis Digital Limited, registrada nas Bahamas, que servia como intermediária para movimentar recursos desviados de investidores americanos. O golpe foi conduzido a partir de centros fraudulentos localizados no Camboja e se valeu de diferentes canais para atrair vítimas, incluindo redes sociais, aplicativos de namoro, mensagens de texto e ligações telefônicas.
As falsas promessas de retornos com investimentos em criptomoedas serviam de isca para que o dinheiro fosse transferido. Em vez de serem aplicados, os recursos eram redirecionados por meio de empresas de fachada, contas bancárias nos EUA e carteiras digitais controladas pela rede criminosa.
No total, pelo menos US$ 36,9 milhões foram transferidos de bancos americanos para uma conta no Deltec Bank, nas Bahamas, em nome da Axis Digital. Posteriormente, esses valores foram convertidos em USDT e enviados para carteiras sob controle de operadores no Camboja, responsáveis por distribuir os fundos a líderes de operações de golpes em cidades como Sihanoukville.
“Infelizmente, centros de fraude estrangeiros que se propõem a oferecer investimentos em ativos digitais proliferaram”, afirmou o Procurador-Geral Adjunto em exercício, Matthew R. Galeotti. “A Divisão Criminal está comprometida em levar à justiça aqueles que roubam investidores americanos, onde quer que os fraudadores estejam.”
O processo também envolveu outros cúmplices. Oito conspiradores se declararam culpados por participarem da rede, entre eles os cidadãos chineses Daren Li e Lu Zhang, acusados de administrar parte da estrutura de lavagem de dinheiro nos EUA.
A condenação de He reforça os esforços do Departamento de Justiça em combater crimes financeiros relacionados a criptomoedas e em responsabilizar indivíduos e redes internacionais que exploram investidores por meio de esquemas fraudulentos.












