- Nasdaq exige aprovação de acionistas para tesourarias em criptomoedas
- Empresas já anunciaram planos de US$ 132 bilhões em tokens
- Novas regras impactam Bitcoin, Ethereum, Solana e XRP
A Nasdaq introduziu uma exigência que pode alterar o ritmo da corrida corporativa por tesourarias de criptomoedas. A bolsa informou que companhias listadas precisarão de aprovação formal dos acionistas antes de emitir ações para financiar a compra de tokens digitais. A medida afeta diretamente os planos de cerca de 184 empresas que já anunciaram intenção de levantar mais de US$ 132 bilhões para adquirir criptomoedas como Bitcoin, Ethereum, Solana e XRP.
Segundo a Nasdaq, a decisão amplia o escopo da Regra 5635, que já obrigava o voto em casos de mudanças de controle ou emissões privadas acima do limite de 20%. A bolsa destacou ainda que seu braço de fiscalização será responsável por monitorar a conformidade com as normas internas e com a SEC.
O anúncio pressionou as ações de empresas de tesouraria cripto durante a última quinta-feira, embora alguns papéis tenham revertido perdas no pré-mercado. A Strategy, maior detentora pública de Bitcoin, chegou a cair, mas recuperou 3% antes da abertura. O movimento ressalta como a exigência de votação pode impactar cronogramas e a precificação de ofertas relacionadas a tokens.
Mesmo com novas barreiras procedimentais, o interesse por exposição direta a ativos digitais segue elevado. A American Bitcoin, mineradora e empresa de tesouraria apoiada pela família Trump, estreou na Nasdaq por meio de uma fusão e fechou seu primeiro dia de negociação em alta de 16,5%, cotada a US$ 8,04.
O setor de tesourarias cripto tem se diversificado além do Bitcoin. Estruturas em Ethereum ganharam força, com a SharpLink acumulando mais de 200.000 ETH como parte de sua estratégia de reservas. A Solana também atraiu empresas como Upexi e DeFi Development Corp., enquanto iniciativas voltadas ao XRP, como as da VivoPower, surgiram com programas de captação e staking.
Com a regra, a Nasdaq não proíbe empresas de formar tesourarias em criptomoedas, mas condiciona muitas operações à aprovação de acionistas. Isso transforma o processo em algo mais demorado, exigindo assembleias, calendários de procuração e revisões de conformidade, o que pode redefinir a cadência da corrida por tokens no mercado de capitais.














