- Receita da Solana cai 44% no segundo trimestre
- TVL DeFi sobe 30% e ultrapassa US$ 11 bilhões
- Volumes de negociação em DEX caem mais de 45%
A blockchain Solana registrou uma forte queda em sua receita no segundo trimestre de 2025, mesmo em meio ao crescimento acelerado de seu ecossistema DeFi. Segundo relatório da Messari, a receita total dos aplicativos da rede recuou 44,2% no período, passando de US$ 1 bilhão para US$ 576,4 milhões.
A queda foi atribuída à desaceleração na geração de lucros dos principais dApps. A PumpFun, maior fonte de receita, arrecadou US$ 156,9 milhões, uma redução de 43,9% impulsionada pelo menor interesse em memecoins. A Phantom também sofreu forte retração, com receita de US$ 53,5 milhões (-65,4%), enquanto a Photon caiu 72,4%, para US$ 32,5 milhões.
Na contramão, a Axiom apresentou crescimento expressivo de 641,3%, alcançando US$ 126,6 milhões. Já a Jupiter, importante agregadora DeFi, arrecadou US$ 66,4 milhões, queda de 15,6% em relação ao trimestre anterior.
Apesar da contração da receita, o setor DeFi da Solana se mostrou resiliente. O valor total bloqueado (TVL) cresceu 30,4% no trimestre, chegando a US$ 8,6 bilhões, consolidando a rede como a segunda maior em DeFi, atrás apenas do Ethereum. O avanço continuou após o fechamento do período, com o TVL superando US$ 11 bilhões, de acordo com dados do DeFiLlama.
A Kamino Finance reforçou sua liderança com US$ 2,1 bilhões em TVL, alta de 33,9% e participação de 25,3% do mercado. O lançamento do Kamino Lend V2 em maio atraiu mais de US$ 200 milhões em depósitos e US$ 80 milhões em empréstimos nas primeiras semanas. A Raydium também registrou forte expansão de 53,5%, atingindo US$ 1,8 bilhão e ultrapassando a Jupiter, que cresceu 13,2%, para US$ 1,6 bilhão.
No entanto, o crescimento do TVL não se refletiu no volume de negociações. O volume médio diário das DEX da Solana caiu 45,4% no trimestre, para US$ 2,5 bilhões. A Messari destacou que a retração foi consequência direta da queda na atividade com memecoins, que havia impulsionado recordes no primeiro trimestre.














