- Empréstimos em criptomoedas batem recorde de US$ 44 bilhões
- Tether domina CeFi com 57% do mercado de crédito
- Alta do Bitcoin e Ethereum aumenta demanda por liquidez
A atividade de crédito em criptomoedas atingiu novos patamares no segundo trimestre de 2025. De acordo com dados recentes, os empréstimos garantidos por ativos digitais alcançaram US$ 44,25 bilhões até o fim de junho, representando um crescimento expressivo em relação ao trimestre anterior.
Somente nos protocolos DeFi, o saldo de empréstimos chegou a US$ 26,47 bilhões, um avanço de 42,1% no período. O aumento de US$ 10,12 bilhões em relação ao primeiro trimestre marcou um dos maiores saltos desde o ciclo de alta de 2021-2022, quando os empréstimos pendentes chegaram a superar brevemente a marca de US$ 50 bilhões.
A combinação da valorização do Bitcoin e do Ethereum, que registraram máximas históricas recentes, e a busca por alavancagem foram apontadas como os principais motores dessa expansão. Muitos investidores optaram por utilizar seus ativos como garantia para obter liquidez sem precisar vendê-los.
No segmento de finanças centralizadas (CeFi), os empréstimos abertos totalizaram US$ 17,78 bilhões, alta de 14,6% em relação ao trimestre anterior. Comparado ao piso de US$ 7,18 bilhões no fim de 2023, o setor acumula crescimento de 147,5%.
A Tether manteve ampla liderança no mercado, respondendo por 57% dos empréstimos CeFi, com um total de US$ 10,14 bilhões em contratos ativos. Essa dominância se consolidou após as falências de grandes players como Genesis, Celsius, Silvergate, BlockFi e Voyager em 2022, que remodelaram o setor. Nexo e a unidade de crédito da Galaxy completaram o ranking, com US$ 1,96 bilhão e US$ 1,11 bilhão, respectivamente. Juntas, as três plataformas somaram mais de 74% do mercado.
O relatório também destacou que tesourarias corporativas estão cada vez mais recorrendo ao crédito em CeFi como fonte de financiamento, ao mesmo tempo em que a concorrência entre credores pressiona as taxas de empréstimo para níveis mais competitivos.
Segundo analistas, essa combinação de demanda institucional, recuperação dos preços das criptomoedas e maior atratividade nos custos pode sustentar o crescimento do setor. Ainda assim, a Tether segue como a principal referência em empréstimos lastreados em stablecoins, com posição consolidada há 12 trimestres consecutivos.












