- Filipinas avalia orçamento do governo em blockchain
- Projeto busca mais transparência em gastos públicos
- Blockchain pode revolucionar gestão governamental
O senador filipino Bam Aquino anunciou que pretende apresentar um projeto de lei para transferir o orçamento nacional e as transações governamentais para uma plataforma blockchain. A proposta foi revelada durante o Manila Tech Summit, onde o parlamentar destacou que o objetivo central é ampliar a transparência e a responsabilidade no uso de recursos públicos.
Segundo Aquino, a ideia é dar início a um modelo inovador de gestão, mesmo reconhecendo os desafios políticos e técnicos de implementação.
“Ninguém é louco o suficiente para colocar suas transações em blockchain, onde cada passo do caminho será registrado e transparente para todos os cidadãos. Mas queremos começar”
afirmou o senador durante o evento.
Em uma publicação no Facebook, Aquino reforçou sua visão sobre inovação no setor público, citando que um “orçamento baseado em blockchain tornaria cada peso transparente e responsável”. Ele também destacou que, caso o plano avance, as Filipinas poderiam se tornar o primeiro país a colocar integralmente seu orçamento em blockchain, ainda que o nível de apoio político à iniciativa permaneça incerto.
A proposta surge em um momento em que o próprio governo filipino já testa soluções similares. No mês passado, o Departamento de Orçamento e Gestão lançou um sistema de validação de documentos utilizando a rede Polygon, voltado a combater fraudes e falsificações digitais. De acordo com a subsecretária Maria Francesca Del Rosario, o sistema também auxilia na prevenção de deepfakes de inteligência artificial, reforçando a integridade de documentos oficiais.
Além das Filipinas, outros governos estudam o uso de blockchain para operações estatais. Recentemente, o Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, declarou que o departamento começará a publicar estatísticas econômicas utilizando blockchain, iniciando pelos dados do PIB.
No mesmo país asiático, o congressista Miguel Luis Villafuerte apresentou outra proposta, desta vez voltada para a criação de uma reserva estratégica de bitcoin, com a meta de acumular 10.000 BTC em cinco anos. A combinação de medidas envolvendo criptomoedas e blockchain reforça a tendência de digitalização da gestão pública na região.












