- Futuros do Nasdaq caem com impacto da Nvidia
- Receita fraca pressiona ações e confiança em IA
- Dow Jones oscila após balanços e fala de Trump
Os contratos futuros das principais bolsas dos EUA apresentaram movimento misto nesta quinta-feira, refletindo a reação do mercado aos resultados da Nvidia (NVDA). Apesar de a gigante dos chips superar as expectativas em lucro e receita total, a divisão de vendas de dados decepcionou, alimentando dúvidas sobre a continuidade do entusiasmo com a inteligência artificial.
O índice Nasdaq 100 liderou as perdas, com queda de 0,5% nos contratos futuros, enquanto o S&P 500 recuou 0,3%. O Dow Jones contrariou a tendência e subiu 0,3%, impulsionado por outras divulgações corporativas e expectativas em relação à agenda econômica.
A Nvidia registrou receita recorde, mas com crescimento mais lento desde o primeiro trimestre do ano fiscal de 2024. A reação do mercado foi imediata, com vendas pressionando o preço das ações, mesmo diante do otimismo do CEO Jensen Huang. “A demanda pelos chips de IA Blackwell é extraordinária”, declarou Huang, acrescentando que a China representa um mercado potencial de US$ 50 bilhões.
Em meio à tensão geopolítica, a empresa confirmou um acordo com o governo dos EUA para pagar 15% de comissão sobre as vendas para a China. A medida surge após ajustes nas regulamentações de exportação de tecnologia, um fator que vem impactando os planos da empresa no mercado asiático.
Outros balanços também movimentaram o pós-mercado. As ações da Snowflake (SNOW) subiram fortemente, refletindo benefícios dos investimentos em IA. Já a HP Inc. (HPQ) teve desempenho volátil, enquanto investidores analisavam os riscos relacionados a tarifas. A CrowdStrike (CRWD), por sua vez, viu seus papéis caírem após alertar sobre postura mais cautelosa de clientes diante da instabilidade econômica.
Na quarta-feira, o S&P 500 ainda conseguiu renovar seu recorde antes da divulgação dos dados da Nvidia. No entanto, os investidores seguem atentos à nova rodada de resultados e à divulgação do crescimento do PIB dos EUA hoje, além de decisões políticas do presidente Donald Trump que podem impactar o Federal Reserve e a política comercial.













