- Canary propõe ETF de criptomoedas “Made in USA” à SEC
- Fundo busca exposição a XRP, Solana, Cardano e Avalanche
- Mercado estima US$ 520 bi em ativos digitais americanos
A Canary Capital apresentou à SEC planos para criar o Canary American-Made Crypto ETF, um fundo à vista voltado exclusivamente para criptomoedas com fortes vínculos com os Estados Unidos. O produto seguirá o Made-in-America Blockchain Index, que reúne ativos desenvolvidos no país, tokens majoritariamente cunhados ou minerados domesticamente e redes com operações concentradas em território americano.
Segundo o documento protocolado em 25 de agosto, o ETF tem como objetivo refletir o desempenho do índice, além de gerar renda adicional por meio da participação em processos de validação de rede, como staking e verificação de transações. O fundo não listou ativos específicos, mas estimativas de mercado ajudam a ilustrar o escopo da proposta.
Analistas calculam que criptomoedas de origem americana já representam mais de US$ 520 bilhões em capitalização. Entre os projetos frequentemente mencionados nesse grupo estão XRP, Solana, Cardano, Chainlink, Stellar, Avalanche, Hedera e Sui.
Comentando sobre a iniciativa, o analista de ETFs da Bloomberg, Eric Balchunas, afirmou: “Como previmos, prepare-se para que os ETFs tentem todas as combinações imagináveis.” Para ele, o registro reflete a busca dos gestores em explorar diferentes ângulos de exposição ao setor.
New filing for Canary American-Made Crypto ETF, a spot product that will hold only coins invented in U.S., are majority mined in U.S. or have majority of operations in U.S. 🇺🇸 As we’ve predicted, thx to category’s success, get ready for ETFs to try every combo imaginable. pic.twitter.com/8KqovVtgeF
— Eric Balchunas (@EricBalchunas) August 25, 2025
A proposta da Canary chega em um momento de intensa movimentação no mercado de ETFs de criptomoedas. Paralelamente, a Grayscale Investments apresentou pedido à SEC para converter seu Avalanche Trust em um ETF de capital aberto, que seria listado na Nasdaq. Caso aprovado, o fundo proporcionará exposição regulamentada ao token AVAX, com a Coinbase como custodiante e corretora principal.
De acordo com os documentos, a Grayscale poderá manter os ativos em AVAX, convertê-los em dólares para despesas operacionais ou distribuí-los durante resgates. Além disso, há previsão de utilização dos tokens em staking para geração de rendimento adicional, se as condições forem atendidas.
Especialistas do setor avaliam que, com a proliferação de registros, a SEC deve priorizar decisões sobre fundos ligados a grandes altcoins como Solana e XRP ainda em 2025. O interesse crescente em ETFs de criptomoedas reforça o movimento de diversificação institucional para além do Bitcoin e do Ethereum.














