- Kraken usa tecnologia DVT para staking seguro de Ethereum
- Rede SSV melhora tempo de atividade e reduz riscos de corte
- Exchange expande produtos com tokenização de ações e staking
A Kraken anunciou a implementação completa da tecnologia de validador distribuído (DVT) em sua infraestrutura de staking de Ethereum, utilizando a SSV Network. Com isso, a exchange se tornou a primeira grande corretora a adotar a solução em escala de produção, introduzindo um modelo de tolerância a falhas que fortalece a segurança e a disponibilidade de seus validadores.
A tecnologia DVT permite que uma única chave de validação Ethereum seja dividida em “compartilhamentos” criptográficos operados por diferentes validadores independentes, que precisam assinar em conjunto para validar blocos. Esse modelo reduz riscos de falhas simultâneas e aumenta a resiliência da rede ao diversificar geograficamente e tecnicamente os operadores envolvidos.
A SSV Network, protocolo de código aberto criado especificamente para validação distribuída, tem como objetivo ampliar a segurança e a eficiência das operações de staking. Nenhum operador possui a chave completa, o que garante maior descentralização e reduz pontos únicos de vulnerabilidade.
Jonathan Marcus, chefe de estratégia, custódia e staking da Kraken, destacou que a adoção da SSV “melhorou fundamentalmente a confiabilidade do desempenho de nossos validadores ETH”. Além disso, o modelo mitiga o risco de cortes correlacionados — penalidades aplicadas quando validadores ficam offline ou apresentam comportamento inconsistente —, já que as responsabilidades passam a ser compartilhadas entre múltiplos nós.
Segundo Alon Muroch, fundador da SSV Labs, a DVT já protege mais de US$ 18 bilhões em ativos em staking distribuídos entre mais de 126.000 validadores. Ele ressalta que a iniciativa da Kraken pode estimular mais participantes a adotar práticas seguras no staking de Ethereum, fortalecendo ainda mais a rede.
Além do staking, a Kraken segue diversificando seus produtos. Recentemente, lançou o “xStocks”, um serviço de tokenização de ações disponível em mercados fora dos Estados Unidos, e planeja expandir a emissão desses ativos em outras blockchains, incluindo a Tron. A estratégia reflete a tendência crescente de integração entre criptomoedas e ativos tradicionais tokenizados.












