- Greenidge vende instalação de mineração de bitcoin no Mississippi
- Dificuldades financeiras e tarifas de Trump afetam mineradoras
- Ambiente nos EUA reduz competitividade em mineração de bitcoin
A Greenidge Generation, empresa de mineração de bitcoin listada na Nasdaq, anunciou a venda de sua instalação em Columbus, Mississippi, por US$ 3,9 milhões. A estrutura, que ocupa 6,4 acres, será adquirida pela US Digital Mining Mississippi, afiliada à rival LM Funding America. A operação ocorre apenas um ano após o início das atividades no local.
Segundo o documento arquivado junto à SEC, a venda inclui contratos operacionais, equipamentos e ativos comerciais, mas exclui as máquinas de mineração atualmente em uso e um galpão de 73 mil pés quadrados, que poderá ser vendido separadamente. O fechamento do acordo está previsto para 16 de setembro, sujeito às condições habituais.
A unidade foi inaugurada em julho de 2024 com 2.400 mineradores realocados de outros centros da empresa, além de planos para expansão de capacidade energética de 8,5 MW para até 33,5 MW. Na época, o CEO Jordan Kovler declarou: “À medida que continuamos a expandir nossa presença pelo país, estamos avaliando ativamente novas oportunidades estratégicas para desenvolver, comprar, alugar ou, quando apropriado, vender propriedades alinhadas ao nosso manual de criação de valor”.
A decisão de venda reflete a pressão financeira contínua que a Greenidge enfrenta desde sua expansão agressiva em 2021, baseada em dívidas. Mesmo com tentativas de reduzir operações, a empresa segue impactada pelo baixo retorno econômico da mineração pós-halving, agravado pelo hashprice historicamente baixo, mesmo com o bitcoin acima de US$ 116 mil.
Além disso, o ambiente regulatório nos Estados Unidos se tornou mais rígido para mineradoras. As novas tarifas de importação impostas pelo presidente Donald Trump em agosto aumentaram significativamente os custos de equipamentos vindos do Sudeste Asiático, reduzindo a competitividade do setor doméstico. Mineradoras norte-americanas agora consideram alternativas no exterior enquanto aguardam o fortalecimento da capacidade de produção interna.
Apesar dos desafios, a Greenidge ainda figura entre as 20 maiores mineradoras de bitcoin de capital aberto, embora distante da líder de mercado MARA, avaliada em US$ 5,9 bilhões.












