- ETF de Ethereum registra maior saída da história
- Institucionais reduzem exposição em criptomoedas
- Ethereum mantém suporte mesmo após resgates massivos
O ETF de Ethereum à vista da BlackRock registrou, em 4 de agosto, sua maior saída diária desde o lançamento. Foram resgatados 101.975 ETH, equivalentes a aproximadamente US$ 375 milhões, encerrando uma sequência de 21 dias consecutivos de aportes. A liquidação representou uma redução de cerca de 3% nas reservas totais do fundo.
A movimentação não se limitou ao Ethereum. No mesmo dia, os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos também sofreram retiradas expressivas, totalizando US$ 333 milhões. O fundo IBIT da própria BlackRock liderou com saídas de US$ 292 milhões. Entre os fundos de Ethereum, o destaque ficou para o ETHA, também da gestora, que liderou os resgates e puxou o total de saídas para US$ 465 milhões.
Mesmo com o fluxo negativo, o Ethereum mostrou resiliência ao manter-se estável na faixa de US$ 3.669. Analistas enxergam nesse comportamento um sinal de força do mercado, mesmo diante de um aparente reposicionamento institucional. Para alguns, a liquidação representa uma realização de lucros após a valorização recente do ETH acima de US$ 4.000. Outros apontam para um movimento estratégico de redução de risco por parte dos grandes investidores.
O episódio reacende a discussão sobre a postura dos investidores institucionais em relação às criptomoedas. A evolução dos fluxos nos próximos dias será fundamental para entender se esse movimento é pontual ou parte de uma tendência mais ampla de ajuste nas posições de Ethereum.












