Um novo relatório da Casa Branca sobre ativos digitais gerou fortes reações da comunidade cripto nesta quarta-feira (31), ao sugerir mudanças significativas no tratamento regulatório de serviços DeFi, com ênfase em reforçar o combate à lavagem de dinheiro com base na Lei PATRIOT. As análises de especialistas como Eleanor Terrett e a comentarista conhecida como Lola, publicadas no X (antigo Twitter), detalham as implicações dessas propostas.
Eleanor Terrett destacou a análise de Lola como “franca e direta”, chamando atenção para a proposta da Casa Branca de modernizar o Bank Secrecy Act (BSA), de modo a adaptá-lo à realidade da tecnologia blockchain. Segundo Terrett, essa modernização é uma demanda tanto da Casa Branca quanto de setores da indústria, que agora pedem ao Congresso ações concretas.
⬇️ Lola with the candid, between-the-lines analysis on what’s inside the White House crypto report pertaining to the treatment of DeFi and why amending/modernizing the BSA to consider blockchain technology is something the White House, and many in the industry, are urging… https://t.co/Im788Vrwm3
— Eleanor Terrett (@EleanorTerrett) July 31, 2025
Lola, por sua vez, fez uma leitura contundente do relatório de ativos digitais divulgado pela administração Biden. “Se vocês ainda acreditam que a Casa Branca de Trump é em qualquer capacidade amigável a esses empreendimentos, vocês terão um rude despertar”, escreveu. A crítica foi feita em referência à expectativa de que um possível retorno de Donald Trump ao poder traria alívio regulatório ao setor, especialmente após a prisão dos desenvolvedores da carteira Samourai Wallet.
Segundo Lola, o relatório pede explicitamente que a FinCEN classifique como “preocupações primárias de lavagem de dinheiro” práticas comuns em criptoativos como:
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uso de endereços, carteiras e contas de uso único;
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troca entre redes e cadeias;
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uso de misturadores;
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agregação de fundos de várias carteiras.
Embora o documento também reforce a importância da proteção da autocustódia, a Casa Branca associa essa proteção à existência de mecanismos legais de troca de ativos. Para garantir a conformidade regulatória no setor DeFi, a sugestão mais polêmica é a implementação de identidades digitais, vinculando o histórico de transações ao nome do usuário.
“Mesmo com o uso de ZKProofs, como sugere a Casa Branca, isso transformaria um sistema sem permissão em um sistema com permissão”, alertou Lola. Ela encerra com um aviso duro à comunidade: “Às vezes, as coisas que brilham são apenas um monte de m*rda, meus amigos.”
A proposta de expansão do PATRIOT Act e do BSA para incluir serviços DeFi levanta preocupações sobre os limites entre privacidade, segurança e vigilância digital — reacendendo um debate crucial sobre o futuro das finanças descentralizadas nos Estados Unidos.














