- Negociações EUA-China discutem nova extensão de tarifas
- Tensões comerciais incluem semicondutores e petróleo russo
- Trump quer China aberta e menos influência em tecnologia
As negociações comerciais entre Estados Unidos e China estão em curso nesta semana, com atenção especial do mercado para um possível novo adiamento das tarifas adicionais previstas para 12 de agosto. As conversas, que ocorrem em Estocolmo, marcam o terceiro encontro recente entre as delegações, lideradas pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.
As autoridades americanas esperam que além da prorrogação tarifária, temas estruturais de longo prazo também avancem, como acesso ao mercado e redução da influência chinesa em setores estratégicos. O atual presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou essa linha, afirmando: “Eu adoraria ver a China abrir seu país”.
Entre os temas discutidos estão o consumo chinês de petróleo russo e iraniano, o tráfico de fentanil e o controle sobre exportações de tecnologia sensível, como chips de inteligência artificial. A retomada das exportações de chips da Nvidia, por exemplo, foi tratada como um sinal de progresso nas conversas anteriores.
Zoe Liu, pesquisadora do Conselho de Relações Exteriores, alertou que o modelo usado com a União Europeia pode não se aplicar à China. Segundo ela, o governo chinês sabe como retaliar e tem alvos específicos para isso. Já o analista Terry Haines apontou que os incentivos chineses têm menor impacto em setores nos quais os EUA desejam limitar a atuação de empresas do país asiático, como em redes sociais e aquisição de terras.
Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, afirmou que ainda não há confirmação sobre uma nova extensão das tarifas, mas classificou o andamento das discussões como “construtivo”.
Trump também sinalizou que pretende acelerar o prazo de 50 dias anunciado anteriormente para negociações com a Rússia, encurtando-o para cerca de 10 dias, o que pode impactar diretamente as decisões econômicas envolvendo a China, maior compradora do petróleo russo.
As expectativas para um possível encontro entre os presidentes Trump e Xi Jinping ainda este ano crescem, caso as reuniões atuais resultem em acordos sólidos e avanços nos temas em debate.












