- Base App reúne negociação, IA e pagamentos em criptomoedas
- Coinbase aposta em superaplicativo baseado em blockchain
- Nova experiência une redes sociais, USDC e apps descentralizados
A Coinbase iniciou a implementação do Base App, seu novo superaplicativo construído sobre a rede de camada 2 Base. A solução unifica funcionalidades como negociação de ativos, pagamentos com USDC, redes sociais descentralizadas e agentes de inteligência artificial, marcando uma das mudanças mais ousadas no portfólio da empresa desde sua fundação.
It’s a new day onehttps://t.co/khioT370HG
— Base app (@baseapp) July 16, 2025
O aplicativo surge como uma reformulação da antiga Coinbase Wallet e já está disponível em versão beta para usuários em lista de espera. A proposta é transformar o uso cotidiano de criptomoedas em uma experiência fluida e acessível, usando a Base como infraestrutura principal. “Cada publicação no aplicativo é uma moeda”, descreveu a empresa, ao destacar a monetização instantânea de conteúdo via Zora, combinando redes sociais com finanças descentralizadas.
Na interface inicial, o feed de postagens estilo TikTok é alimentado pelo Farcaster, enquanto a funcionalidade de mint transforma cada publicação em um ativo digital negociável. A aba “Pagar” permite pagamentos instantâneos via NFC com USDC, eliminando taxas de intercâmbio comuns em redes tradicionais de cartões.
O Base App também abriga miniaplicativos de terceiros, integrados por meio de um SDK próprio. Esses apps incluem jogos, marketplaces e serviços on-chain com receita compartilhada com a Coinbase. Entre os destaques está o “Based Agent”, um assistente alimentado por IA com tecnologia do AgentKit, capaz de executar transações, monitorar rendimentos e reinvestir recompensas automaticamente.
Com 32 milhões de usuários ativos mensais e US$ 4 bilhões em ativos conectados à rede Base, a Coinbase fortalece seu posicionamento como um centro de aplicações descentralizadas. Além disso, a integração com Shopify e a nova API de pagamentos expandem o uso comercial do USDC, oferecendo taxas inferiores a 1%, frente aos 2% a 3% das operadoras tradicionais.
Apesar do potencial, a adoção dependerá de fatores como usabilidade em larga escala, desafios regulatórios e políticas de plataformas como Apple e Google. Ainda assim, a iniciativa representa o mais ambicioso movimento da Coinbase no mercado de consumo, com o objetivo de tornar o blockchain invisível, porém essencial, no cotidiano digital.












