- FBI e DEA rastreiam criptomoedas do cartel de Sinaloa
- Cartel usava ativos digitais para lavar dinheiro de drogas
- Criptomoedas apreendidas em operação com narcóticos nos EUA
As agências federais dos Estados Unidos confiscaram mais de US$ 10 milhões em criptomoedas associadas ao cartel de Sinaloa, considerado um dos grupos de tráfico mais influentes do México. A operação envolveu o FBI e a DEA, e a apreensão foi rastreada até uma carteira digital ativa em Miami.
The Drug Enforcement Administration (DEA) and the U.S. Attorney’s Office announced this Tuesday the seizure of $10 million in cryptocurrency linked to the Sinaloa Cartel as part of Operation Take Back America, a federal offensive against transnational drug trafficking. DEA Acting… pic.twitter.com/iLrfdCfh9T
— AMERICA TIME (@Americatime_) July 16, 2025
A ação faz parte de uma ofensiva nacional contra o narcotráfico, que desde janeiro resultou na apreensão de 44 milhões de comprimidos de fentanil, dois mil quilos de pó da substância e cerca de 29 quilos de metanfetamina. Além dos ativos digitais, as autoridades interceptaram carregamentos de drogas escondidos em produtos agrícolas, como pepinos e mirtilos, e localizaram 770 kg de metanfetamina avaliados em US$ 15 milhões em Galveston, no Texas.
A ofensiva ganhou ainda mais atenção após Ovidio Guzmán López, filho de Joaquín “El Chapo” Guzmán, se declarar culpado por tráfico de drogas em um tribunal federal de Chicago. Acordos com a promotoria indicam que ele poderá receber uma pena reduzida. Já seu pai cumpre prisão perpétua em uma penitenciária federal dos EUA desde 2019.
Segundo autoridades, o cartel de Sinaloa tem expandido suas operações para o ambiente digital. No mês anterior à operação, investigações revelaram que o grupo contratou hackers para acessar dados de celulares e sistemas de vigilância da Cidade do México, com o objetivo de identificar e eliminar informantes do FBI.
O uso de criptomoedas por organizações criminosas se tornou um ponto crítico para as agências de segurança. A rastreabilidade desses ativos, embora mais complexa, não impede sua identificação quando os agentes contam com tecnologia forense blockchain. O caso reforça o uso estratégico de criptoativos como ferramenta de movimentação e ocultação de recursos ilícitos por redes transnacionais.
Essa operação marca um dos maiores bloqueios de ativos digitais diretamente conectados a um cartel de drogas até o momento, revelando a amplitude com que criptomoedas têm sido integradas a atividades ilegais sofisticadas nos Estados Unidos e no México.












