- Semana Cripto pode mudar regulação das criptomoedas
- Trump ligado a projetos criticados por Waters
- Waters denuncia riscos de fraudes com stablecoins
A deputada democrata Maxine Waters voltou a se posicionar contra os projetos de lei GENIUS e Clarity, que serão debatidos esta semana pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, durante o que está sendo chamado de “Semana da Criptomoeda”. Segundo Waters, ambas as propostas podem resultar em “fraudes massivas e ruína financeira para milhões de famílias americanas”.
Em artigo publicado pela MSNBC, a congressista afirma que os dois projetos “têm uma peculiaridade especial e intencional” ao, segundo ela, favorecerem práticas corruptas no setor. Waters destacou que “eles legitimariam e legalizariam a corrupção sem precedentes no setor de criptomoedas pelo presidente dos Estados Unidos”.
As críticas surgem em meio ao aumento da influência do atual presidente Donald Trump no setor. De acordo com estimativas da Bloomberg, os ativos em criptomoedas vinculados à família Trump somam cerca de US$ 620 milhões, o que levanta preocupações entre os democratas sobre possíveis conflitos de interesse na tramitação das leis.
A Lei GENIUS, já aprovada pelo Senado, estabelece regras específicas para stablecoins, exigindo que sejam lastreadas integralmente por dólares ou ativos líquidos de valor equivalente. No entanto, Waters argumenta que o projeto falha ao não prever orçamento para que os reguladores façam cumprir as normas propostas, além de apresentar proteções ao consumidor consideradas frágeis.
Já o projeto Clarity busca estruturar uma regulamentação mais abrangente para o mercado de criptomoedas. A proposta define claramente os papéis de supervisão da SEC e da Commodity Futures Trading Commission. Ela também exige que empresas do setor mantenham separação entre ativos próprios e dos clientes, além de fornecerem divulgações financeiras aos investidores de varejo.
Waters criticou duramente essa abordagem, alegando que a Clarity “algema a Comissão de Valores Mobiliários (SEC), impedindo-a de proteger as pessoas proativamente contra fraudes”. A parlamentar reforça que, apesar das promessas de avanços na regulação, as propostas representam riscos significativos à proteção do consumidor.














