- Tokenização de ações pode ganhar força com apoio regulatório
- Robinhood lança tokens de empresas como OpenAI e SpaceX
- SEC e CLARITY Act são chaves para ativos tokenizados
A consultoria Bernstein afirmou que uma nova onda de tokenização de ações está prestes a acontecer, mesmo diante da recente controvérsia entre Robinhood e OpenAI. O comentário ocorre após a Robinhood apresentar seus produtos de ações tokenizadas durante um evento em Cannes, destacando tokens vinculados a companhias como OpenAI e SpaceX na blockchain Arbitrum.
🚨 Bernstein Predicts Surge in Equity Tokenization Amid Robinhood–OpenAI Dispute
Research firm Bernstein has forecast a major rise in equity tokenization, even as Robinhood faces backlash for offering tokenized shares of private firms like OpenAI without their consent. At a… pic.twitter.com/6zYiFEcCmT
— The Tradesman (@The_Tradesman1) July 7, 2025
Apesar da crítica da OpenAI, que afirmou não ter autorizado qualquer token lastreado em seu capital, a Robinhood classificou os ativos como derivativos. Segundo a empresa, os tokens são respaldados por uma entidade de propósito específico que detém as ações reais, embora essas participações não sejam resgatáveis nem transferíveis sem autorização da plataforma.
Vlad Tenev, CEO da Robinhood, descreveu os tokens como uma “semente para algo muito maior”, com foco em atrair empresas privadas para o modelo de tokenização. A iniciativa inclui, além das ações tokenizadas, funcionalidades de staking, negociação perpétua e uma rede própria baseada em Ethereum Layer 2.
Analistas da Bernstein, liderados por Gautam Chhugani, reconheceram que o lançamento gerou amplo impacto de marketing. Eles observam que a tokenização de ativos privados, apesar de não contar com direitos como o consentimento da empresa emissora ou preferência de compra, ainda atrai forte demanda, especialmente no mercado europeu.
A Robinhood agora integra a lista de corretoras que oferecem tokens de ações, como Bybit, Kraken e Gate, mirando investidores fora dos Estados Unidos. A empresa também apresentou argumentos à SEC solicitando uma estrutura regulatória clara e uniforme para ativos tokenizados, defendendo paridade entre tokens e ativos tradicionais.
A possível aprovação da Lei CLARITY pode representar um marco nesse avanço, ao estabelecer distinções entre tokens classificados como valores mobiliários e commodities. A legislação permitiria que plataformas como Robinhood e Coinbase negociem diferentes classes de ativos tokenizados sob supervisão da SEC e da CFTC.
Na visão da Bernstein, mesmo com divergências iniciais, o apoio regulatório crescente sinaliza que a tokenização de ações continuará a se expandir nos próximos anos.














