- Mercado de ações reage ao plano tributário de Trump
- Federal Reserve mantém cautela sobre corte de juros
- Tesla cai com tensões entre Musk e Trump
O mercado acionário dos Estados Unidos operou com instabilidade nesta terça-feira, com o S&P 500 e o Nasdaq devolvendo parte dos ganhos recentes. O índice S&P 500 recuou cerca de 0,1%, após ter fechado acima dos 6.200 pontos pela primeira vez na véspera. O Nasdaq, com forte peso de empresas de tecnologia, caiu aproximadamente 0,5%, puxado pela queda das ações da Tesla. Já o Dow Jones avançou 0,6%, sustentado por ações de setores mais tradicionais.
O recuo da Tesla ocorreu em meio à retomada da tensão pública entre Elon Musk e o presidente dos EUA, Donald Trump. A rivalidade ganhou novo fôlego com a tramitação de um amplo projeto de lei tributária no Senado, impulsionado pela atual administração republicana. O pacote, que prevê cortes e redistribuições fiscais, tem gerado reações no setor de tecnologia, especialmente após a aprovação de uma emenda que permite regulamentações estaduais sobre inteligência artificial — contrariando interesses de grandes empresas do setor.
No campo comercial, o governo norte-americano reduziu a pressão por acordos “recíprocos” amplos, segundo o Financial Times, em função da aproximação do prazo de 9 de julho, quando as tarifas propostas por Trump devem entrar em vigor. Essa mudança de estratégia visa viabilizar acordos mais pontuais com parceiros estratégicos.
Enquanto isso, investidores acompanharam atentamente as falas do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, durante um fórum do Banco Central Europeu em Sintra. Powell indicou que as tarifas em vigor influenciam a decisão do Fed, que permanece cauteloso quanto à possibilidade de cortes nas taxas de juros. Segundo ele, embora a economia dos EUA siga sólida, o impacto das políticas comerciais pesa nas projeções.
Dados divulgados nesta terça-feira reforçaram a leitura de um mercado de trabalho estável, mas com sinais de estagnação. A pesquisa JOLTS revelou um número de vagas abertas acima do esperado em maio, enquanto as taxas de contratação e demissão seguem próximas das mínimas históricas. Esses indicadores devem alimentar os debates sobre os próximos passos da política monetária americana.












