- Bank of America e US Bank focam em stablecoins
- Bancos preparam serviços financeiros com ativos digitais
- Nova legislação dos EUA impulsiona adoção de criptomoedas
O Bank of America e o US Bank estão intensificando seus esforços para integrar stablecoins em suas operações financeiras. Em uma decisão estratégica, ambas as instituições demonstram maior interesse por ativos digitais, acompanhando o avanço regulatório nos Estados Unidos.
Durante uma conferência do setor bancário em Nova York, executivos do Bank of America, US Bank e Fifth Third Bancorp destacaram a relevância das stablecoins no contexto de inovação financeira. Brian Moynihan, CEO do Bank of America, reforçou a necessidade de adaptação dos bancos: “Temos que ter isso. A indústria precisa disso.”
Essa movimentação ocorre enquanto o Congresso dos EUA analisa a aprovação da Lei GENIUS, que busca estabelecer um marco regulatório claro para emissão e uso de stablecoins. O novo ambiente regulatório promete trazer mais segurança jurídica aos bancos interessados em explorar o mercado de criptomoedas.
Moynihan lembrou que, até pouco tempo, a ausência de diretrizes claras dificultava iniciativas nesse setor. “Não estava claro se tínhamos permissão para fazer isso de acordo com as regulamentações bancárias”, disse o executivo.
Além do Bank of America, o US Bancorp também está reposicionando suas estratégias no mercado de ativos digitais. Gunjan Kedia, CEO da instituição, afirmou que um antigo projeto de custódia de criptomoedas, suspenso por incertezas regulatórias, está de volta. “Esse produto está de volta e temos plena capacidade de fornecê-lo”, comentou.
O foco atual do US Bank inclui a avaliação de como as stablecoins podem ser usadas para pagamentos corporativos e internacionais. Bryan Preston, CFO do Fifth Third Bancorp, também ressaltou o potencial dessas moedas digitais para aumentar a eficiência de transações comerciais.
Paralelamente, o Bank of America iniciou conversas com outros gigantes do setor financeiro, como JPMorgan Chase e Citigroup, visando possíveis colaborações para desenvolver uma stablecoin que atenda às exigências legais e operacionais.
Enquanto alguns bancos avançam, outros adotam postura mais cautelosa. John Turner Jr., CEO do Regions Financial, destacou: “Não sou um grande fã de criptomoedas. E então acho que seremos um seguidor lá, com certeza, não um líder.”
O movimento desses grandes bancos reforça a crescente aproximação entre o sistema financeiro tradicional e o universo das criptomoedas, com foco especial no segmento de stablecoins.












