- Mineração de Bitcoin enfrentará bloqueios na Noruega em 2025
- Consumo de energia da mineração preocupa autoridades norueguesas
- Noruega quer priorizar eletricidade para setores industriais
O governo da Noruega anunciou medidas temporárias para restringir a instalação de novos data centers voltados à mineração de criptomoedas, especialmente aqueles que operam com alto consumo de energia. A decisão, revelada na última sexta-feira, tem como objetivo garantir a disponibilidade de eletricidade para setores industriais considerados mais estratégicos para o país.
🇳🇴 Breaking: Norway to temporarily suspend Bitcoin mining operations using the most energy-intensive methods, according to Reuters. pic.twitter.com/8aFIyxpkDx
— Crypto Jessica (@CryptoJessXBT) June 20, 2025
Karianne Tung, Ministra da Digitalização e Administração Pública, declarou que a mineração de criptomoedas representa um uso excessivo de energia sem contrapartidas significativas para a economia local. Segundo ela, “a mineração de criptomoedas é muito intensiva em energia” e traz “pouco retorno em empregos ou benefícios econômicos locais”.
As restrições estão previstas para entrar em vigor a partir do outono de 2025 e se concentrarão nos projetos que utilizam tecnologias consideradas mais exigentes em termos de consumo elétrico.
A Noruega, que se destaca entre os dez países com maior atividade de mineração de criptomoedas no mundo, tem atraído mineradores em razão de sua matriz energética predominantemente hidrelétrica. No entanto, o crescimento dessa atividade vem gerando preocupações quanto ao impacto no fornecimento de energia e nos objetivos de transição para fontes mais sustentáveis.
Além do consumo elevado, os mineradores têm enfrentado resistência da população em áreas afetadas pelo ruído gerado pelas operações. Em Hadsel, no final de 2024, moradores conseguiram encerrar as atividades de uma instalação local alegando incômodo sonoro. O fechamento, contudo, teve efeitos colaterais, elevando as tarifas de eletricidade, já que o centro de mineração respondia por cerca de 20% da receita da distribuidora regional.
Apesar das críticas, alguns operadores têm buscado alternativas mais sustentáveis, como o reaproveitamento do calor gerado durante a mineração. A medida pode se tornar uma tendência necessária diante das crescentes exigências ambientais e energéticas.
O movimento da Noruega acompanha iniciativas semelhantes em outros países. A Rússia, por exemplo, impôs restrições à mineração em dez regiões, enquanto determinadas áreas da Sibéria adotaram proibições sazonais durante os meses de maior demanda energética.












